Esquecido, Romarinho não joga desde setembro

Esquecido, Romarinho não joga desde setembro

postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Monique Renne/CB/D.A Press- 18/5/13)
(foto: Monique Renne/CB/D.A Press- 18/5/13)

Três jogadores que disputam o Candangão carregam o nome do herói brasileiro na Copa do Mundo de 1994. Todos os Romários são atacantes. Um atua pelo Sobradinho, o outro pertence ao Formosa. O terceiro herdou, além do nome, o DNA do ex-jogador, agora deputado federal pelo PSB-RJ. Romário de Souza Faria Júnior, o Romarinho, veste a camisa 23 do Brasiliense. Número desconhecido pela torcida: ele não entra em campo em partidas oficiais há 165 dias, desde 1; de setembro de 2013. Relacionado para o jogo de hoje, contra o Ceilandense, ele fica no banco mais uma vez.


Romarinho chegou badalado ao Brasiliense, em dezembro de 2012, aos 19 anos. Dispensado pelo Vasco, logo se transformou numa das apostas do Jacaré. Em um ano e três meses no DF, trabalhou com Márcio Fernandes, Roberto Fonseca, Reinaldo Gueldini e João Carlos Cavalo. A cada mudança de técnico, a esperança do atacante aumentava, mas a presença nos jogos sempre diminuiu. Sob o comando de Fernandes, quando viveu a melhor fase, disputou 13 dos 19 jogos em que estava disponível.


Desde a base do Vasco, o atacante tenta se livrar da pressão de ser filho do Baixinho, mas uma característica em comum com o pai chamou a atenção do primeiro técnico no profissional. ;No início do nosso trabalho, o Romarinho não tinha muito a característica de trabalhar intensamente, fazia o mínimo possível nos treinamentos. Eu falava que ele tinha de estar bem fisicamente, então ele entendeu e começou a trabalhar firme;, conta Márcio Fernandes.


Quando Roberto Fonseca assumiu o Jacaré, assistir às partidas do banco de reservas se tornou cada vez mais corriqueiro. Em 12 jogos entre junho e setembro de 2013, Romarinho participou de apenas três, nenhum como titular. ;Ele sabia ouvir e era inteligente, mas tinha muita concorrência. O Luquinhas estava muito bem, assim como o Washington e o Laécio. Era opção de treinador;, justifica o antigo comandante.
Mesmo discurso tem Reinaldo Gueldini, que, entre setembro de 2013 e fevereiro deste ano, nem chegou a relacionar o filho do Baixinho. ;O Gueldini tinha alguma coisa contra mim;, desabafa Romarinho. ;Até hoje eu não sei porque não consegui jogar. Ele não tinha diálogo, mas ainda bem que isso passou;. Mas não há tanto motivo para comemoração: desde a chegada de João Carlos Cavalo, no mês passado, a tão esperada oportunidade ainda não chegou.

O que os écnicos dizem

;Vejo no Romarinho muito talento, mas precisa desabrochar.;
Márcio Fernandes

;É um menino educado, trabalhador, muito querido pelos companheiros.;
Roberto Fonseca

;Eu tinha 11 atacantes, era difícil conseguir motivar todo mundo.;
Reinaldo Gueldini

;Ele está motivado. Quando a oportunidade aparecer, tem de estar bem.;
João Carlos Cavalo

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação