De uma queda, foi ao chão

De uma queda, foi ao chão

Zagueiro Samir escorrega na área do Flamengo e derruba adversário após se levantar . Gol de pênalti no início do jogo contra o Bolívar decreta derrota que arrasta o rubro-negro para a lanterna do Grupo 4

postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Aizar Raldes/AFP)
(foto: Aizar Raldes/AFP)

Um escorregão do zagueiro Samir antes dos três minutos de jogo no Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia), abriu caminho para o Flamengo levar um tombo ontem à noite diante do Bolívar e complicar a sua situação no Grupo 4 da Copa Libertadores. Após se levantar, o beque derrubou um adversário na área, cometendo pênalti convertido por Juan Carlos Arce. A equipe rubro-negra não conseguiu se acertar em campo depois do gol e pouco ameaçou a meta defendida pelos anfitriões. Derrotado, o time da Gávea saiu da faixa de classificação para as oitavas de final da Libertadores. Novo lanterna da chave, terá de vencer os dois duelos restantes da primeira fase ou dará adeus ao torneio.


Dono de uma folha salarial de R$ 480 mil mensais, o Bolívar jogou com inteligência para superar o clube visitante, no qual um único jogador, o criticado meia Carlos Eduardo, ganha mais de R$ 500 mil. Vitorioso, o elenco boliviano trocou a lanterna da chave pelo terceiro posto, com cinco pontos. A liderança passou às mãos do mexicano León, que venceu em casa o Emelec, também ontem à noite, por 3 x 0, e atingiu sete pontos, contra seis dos equatorianos e quatro do Fla. Na próxima rodada, em 2 de abril, os brasileiros reencontram o Emelec no Equador.


Foi um início de partida muito ruim para o Flamengo. No primeiro lance do confronto, Miranda chutou de longe, e a conclusão passou à esquerda da meta de Felipe, assustando o goleiro rubro-negro. O pior veio pouco mais de dois minutos depois, quando o zagueiro Samir escorregou na área em disputa de bola com Ferreira e acabou por derrubar o adversário ao tentar se recuperar. Juan Carlos Arce bateu o pênalti à meia altura, no canto direito, e anotou: 1 x 0.


Se a estratégia dos brasileiros para suportar melhor a altitude de 3.600m de La Paz era preservar forças no início do confronto, o gol precipitou outro comportamento. A equipe carioca tentou partir para cima, chegando a recorrer à velocidade nos primeiros minutos.

Lado frágil
Afobados, os flamenguistas ofereciam espaços na retaguarda. Pela esquerda, André Santos cometia erros seguidos e abusava da lentidão ao voltar. Como o meio-campo falhava na cobertura do lateral, acabava sobrecarregando Samir, de apenas 19 anos. O Bolívar soube explorar o lado frágil do adversário em contra-ataques e ainda se viu ajudado por erros de passe dos visitantes, mas pouco finalizou.


O Flamengo passou todo o primeiro tempo tentando ao menos reequilibrar o confronto, sem conseguir. Mesmo em vantagem no placar, os anfitriões não recuaram. Ao contrário, adiantaram a marcação e ainda mantiveram a posse de bola na maioria do tempo. Até o intervalo, os bolivianos estiveram mais perto do segundo gol do que os brasileiros do empate.


Na volta dos vestiários, Paulinho substituiu o apagado Gabriel, numa tentativa do técnico Jayme de Almeida de melhorar as ações ofensivas do Flamengo. Ao longo da etapa final, Alecsandro entrou no lugar de André Santos ; o pior em campo ;, e Lucas Mugni assumiu o posto de Carlos Eduardo. Tudo em vão. Incapaz de chegar ao empate, o time carioca deixou o gramado exausto e com um pé fora da Libertadores.

Grêmio
O Grêmio também passou sufoco, mas, ao contrário do rubro-negro, não capitulou. No empate em 1 x 1 com o Newell;s Old Boys, na Argentina, três defesas espetaculares de Marcelo Grohe mantiveram os gaúchos na liderança do Grupo 6 da Copa Libertadores. O resultado só veio aos 47 minutos do segundo tempo, quando Rhodolfo escorou cobrança de falta de Barcos.


No primeiro tempo, Grohe parou duas bombas de Figueroa que iam em direção ao canto esquerdo. Aos 17 minutos da etapa final, segurou o resultado com uma defesa inacreditável. Ponce cabeceou no ângulo, mas o goleiro conseguiu buscar. No rebote, a bola ainda bateu no travessão e quicou em cima da linha antes de o goleiro salvar, mais uma vez.


Para superar Marcelo Grohe, aos 33 do segundo tempo, Maxi Rodríguez teve de pegar um rebote, livre, na marca do pênalti, e acertá-lo no canto esquerdo do goleiro. Com o resultado, o Grêmio pode se classificar para as oitavas de final já na próxima rodada, em 2 de abril. Para isso, terá de vencer o colombiano Atlético Nacional, em Medellín.

BOLÍVAR 1 X 0 FLAMENGO
GOL: Juan Carlos Arce, aos quatro minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Samir, Muralha e Wallace

Árbitro: Mario Diaz de Vivar (PAR)
Público/renda: não divulgados

BOLÍVAR: Romel Quiñónez, Lorgio Álvarez, Nelson Cabrera e Luis Gutiérrez; Gerardo Yecerotte (Arrascaita), Capdevilla, Damir Miranda, Walter Flores e Juanmi Callejón (Justiniano); Juan Carlos Arce (Lizio) e William Ferreira
Técnico: Xabier Azkargorta.

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos (Alecsandro); Amaral, Muralha e Carlos Eduardo (Lucas Mugni); Gabriel (Paulinho) e Everton; Hernane
Técnico: Jayme de Almeida.

NEWELL;S 1
Guzmán; Cáceres, López, Heinze e Casco; Bernardi, Banega (Orzán) e Villalba; Ponce (Trézeguet), Figueroa e Maxi Rodríguez
Técnico: Alfredo Berti

GRÊMIO 1
Marcelo Grohe; Pará (Everaldo), Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho (Alan Ruiz), Ramiro, Riveros e Dudu; Luan e Barcos
Técnico: Enderson Moreira

Gol: Maxi Rodríguez, aos 33, e Rhodolfo, aos 47 minutos do segundo tempo
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Carlos Vera (EQU)

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação