Sons que vêm da Tunísia

Sons que vêm da Tunísia

VANESSA AQUINO
postado em 20/03/2014 00:00



Os acordes dos instrumentos tradicionais da Tunísia trazem mais que marcas de revoluções. A música é uma das linguagens, entre a diversidade de manifestações culturais, usada para reforçar a identidade da nação que está no coração do Mediterrâneo. Entre o mundo árabe e o africano, os tunísios levam para o som a expressão cultural do país em vários matizes.

Uma amostra da importância da música para a cultura tunisiana será apresentada ao público brasiliense hoje em recital no Museu Nacional da República. ;Esperamos um grande público brasiliense para ver uma expressão musical muito clássica na Tunísia que se chama mâl;f. É uma música original de Andaluzia, com influência árabe. Justamente por causa da história com muitas influências árabes e mediterrâneas, queremos oferecer ao público essa expressão em uma hora de show;, explica o embaixador da Tunísia no Brasil, Sabi Bachtobji.

Conduzido por músicos do Centro de Músicas Árabes e Mediterrâneas Ennejma Ezzahra ; que vêm ao Brasil, pela primeira vez ; este espetáculo selecionou alguns dos melhores músicos da Tunísia, incluindo três de seus principais cantores. A palavra mâl;f designa um repertório de obras instrumentais e vocais organizadas em 13 suites denominadas nubat (plural de nubah). O estilo também inclui formas vocais, de tom e inspiracão geralmente mais populares (shghul, fond;), e instrumentais (bashraf, samã; ) que se desenvolveram fora da nubah propriamente dita. Na memória coletiva da Tunísia, o maluf permanece envolto em prestígio histórico e cultural.

Os músicos viajaram 10 mil km para participar do recital ; uma das atrações do 5; Festival Sul-Americano de Cultura Árabe, realizado sempre no mês de março em virtude do Dia da Comuniodade Árabe no Brasil. Com mais de 16 milhões de árabes e descendentes no Brasil, dos quais 3,5 milhões na cidade de São Paulo, o V Festival Sul-Americano de Cultura Árabe promove atividades, em São Paulo, Campinas, Diadema, São Bernardo do Campo,Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Maringá, Florianópolis, Recife e Buenos Aires (Argentina), entre outras cidades.

De acordo com Sabi Bachtobji, o festival é parte de uma proposta de intercâmbio entre os países da América Latina com a Tunísia, além do início da parceria com países falantes de língua portuquesa, cujo vocabulário agrega várias expressões de origem árabe. ;O objetivo é criar uma sinergia cultural com parcerias políticas, econômicas e culturais em todos os níveis. Há muita presença da população brasileira em geral desse componente árabe e libanês;.


Noite de Jasmin ; Recital de música tunísia
Museu Nacional da República, Esplanada dos Ministérios. Dia 20 de março, às 20h. Entrada Franca.


16 milhões
Quantidade de árabes que moram no Brasil

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