Um ianque para completar a equipe

Um ianque para completar a equipe

Importado dos Estados Unidos, o veículo da marca japonesa apresenta como principais atrativos o amplo espaço interno, o pacote tecnológico e o bom acerto da suspensão. O preço abaixo dos R$ 100 mil também agrada

» Eduardo Aquino
postado em 20/03/2014 00:00
 (foto: Nissan/Divulgação - 14/5/12 )
(foto: Nissan/Divulgação - 14/5/12 )

Há coisas que os fabricantes fazem apenas para marcar presença, pois, embora não seja uma jogada comercial, trata-se de uma questão estratégica, de imagem da marca. É o caso do Nissan Altima. Com presença significativa no segmento dos sedãs compactos, com o Versa, e no dos médios, com o recém-renovado Sentra, a japonesa carecia de um modelo maior para representá-la diante de Ford Fusion, Honda Accord, Hyundai Sonata, Kia Optima e Toyota Camry. O sedã médio-grande chega dos Estados Unidos (produzido na fábrica de Smyrna, no Tennessee, e é um dos modelos mais vendidos no país) por enquanto em uma única versão de acabamento, com motor 2.5 de quatro cilindros e câmbio CVT (continuamente variável) e com preço abaixo dos R$ 100 mil.


Peso
O modelo que chega ao Brasil representa a quinta geração do Altima, que foi desenvolvida sobre a mesma plataforma utilizada pelo crossover Murano e pelo novo utilitário esportivo Pathfinder. De acordo com a Nissan, a carroceria usa uma quantidade maior de aço de alta resistência, o que contribui para a redução do peso (menos de uma tonelada e meia, o que pode ser considerado bom para um sedã) e maior rigidez estrutural. Isso influencia diretamente no consumo, nas emissões de poluentes, na dirigibilidade e na diminuição do nível de ruídos a bordo.

Design
Inspiradas na geração anterior e com foco no mercado norte-americano, onde está sempre entre os três carros de passeio mais vendidos, as linhas foram criadas pelo estúdio de design que a marca japonesa tem em San Diego, na Califórnia. Olhando rapidamente, parece o Sentra esticado, ou seja, mantém a filosofia de desenho dos modelos Nissan, caracterizada pela grade larga com moldura cromada e barras horizontais, para-choque encorpado (que abriga os faróis de neblina), faróis e lanternas traseiras com formato de bumerangue, fortes vincos laterais e linha de cintura bem marcada. Embora ainda sejam bem estilo tiozão, as novas linhas são mais modernas e aerodinâmicas ; os designers conseguiram reduzir o coeficiente de arrasto (Cx) em 5%, para 0,307 ;, o que contribui também para melhorar o consumo e o nível de ruídos.


Conforto
A distância entre-eixos de 2,77m acaba sendo determinante para que todos os ocupantes possam esticar tranquilamente as pernas, mesmo aqueles de elevada estatura. O desconforto fica para o passageiro do meio do banco traseiro, que é incomodado pelo apoio de braço embutido no encosto. O porta-malas tem capacidade apenas razoável para um sedã desse tamanho, mas as alças da tampa reduzem um pouco do espaço. Por outro lado, ele vem com rede para prender pequenos objetos.

Interior
Como convém a um sedã, o acabamento é de boa qualidade, com predominância da cor preta, que contrasta com os detalhes imitando metal no volante, painel central, console e painéis de porta. Destaque para o pacote tecnológico voltado para o conforto, que inclui desde a partida sem chave até bancos dianteiros desenvolvidos com base em estudo de gravidade zero da Nasa, para reduzir a fadiga dos ocupantes, passando por aquecimento de bancos e volante. O painel tem instrumentos de fácil visualização, sendo que uma pequena tela entre o velocímetro e o conta-giros exibe informações do computador de bordo, incluindo as dos sistemas de segurança (alerta para mudança involuntária de faixa e controle da pressão dos pneus). Também se destaca o sistema multimídia, com tela do tipo touchscreen de sete polegadas, e som de alta qualidade (Bose).


Na pista
Graças à eficiência do câmbio CVT, o motor 2.5 (que não é flex, mas é bem moderno, com bloco em alumínio, comando de válvulas variável e coletor de admissão com geometria variável) dá conta do recado e sem beber muito: com quatro adultos, ar ligado e rodando por estrada de pista dupla sem muito movimento, o computador de bordo registrou média de 11,7km/l. Mas é preciso um pouco de cautela em ultrapassagens, principalmente com o carro carregado, pois a resposta ao comando do acelerador não é muito rápida. Além disso, o propulsor ;grita; muito nessa situação, gerando desconforto também. Nos EUA, existe a versão com máquina V6, mas, por enquanto, a Nissan não fala em trazê-la para encarar as opções mais potentes dos concorrentes. A suspensão equilibra bem conforto e estabilidade. O pacote de segurança é bem completo, com destaque para monitoramentos de pontos cegos, mudanças de faixas e de pressão dos pneus, controles de tração e estabilidade e seis air bags.



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