ARI CUNHA

ARI CUNHA

Desde 1960 - Visto, lido e ouvido

aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 07/05/2014 00:00

;A reforma política é a
mãe de todas as reformas;


Com esse sugestivo emblema, o Partido dos Trabalhadores resolveu, após a realização de seu 14; Encontro Nacional, que um dos principais temas da campanha da presidente Dilma será a reforma política. Uma reforma, claro, feita sob medida para atender apenas às novas estratégias do partido, depois dos vendavais vindos das ruas, que açoitaram fortemente o status quo da política nacional. Dessa forma, as reivindicações dos movimentos populares de junho do ano passado são usadas agora apenas como mote para escamotear a deflagração de um conjunto de modificações nas leis, capazes de inflar, ainda mais, o poderio e o centralismo político do partido. Distante do que imagina a população, a reforma onera fortemente o contribuinte ao instituir o financiamento público de campanha, sem contudo, desdenhar dos recursos privados que continuarão a jorrar por caminhos outros. Ao insistir na tese de uma assembleia constituinte para fazer a reforma, nos mesmos moldes da democracia plebiscitária bolivariana, mais uma vez o partido aposta na composição de uma maioria dócil, capaz de acordar com remendos e puxadinhos legais que emprestarão um ar de legitimidade às mudanças pretendidas. Em ofício distribuído a todos os diretórios estaduais, a direção do partido caiu na própria armadilha semântica e se contradisse ao afirmar textualmente que ;elaborou um projeto de iniciativa popular;. No documento, o partido pede aos filiados que se empenhem também na campanha nacional pela instituição do voto em lista preordenada para os parlamentos ou simplesmente do voto em lista fechada. Uma vez aceito, o voto em lista fechada deixará para o diretório partidário o direito de escolher qual representante da população serve melhor aos interesses da sigla. A reforma política que a população quer é bem simples e clara: fim da reeleição, fim dos suplentes, ficha limpa, deputado ou senador que ocupar cargos no Executivo perdem o mandato para qual forem eleitos, recall de políticos, transferência dos tribunais de contas para a esfera da Justiça, fim da nomeações políticas para o STF, fim da medidas provisórias, enxugamento da máquina pública, transparência total dos poderes e outras tantas que não cabem neste espaço. Diriam os ex-petistas, lembrando os velhos tempos: ;Reforma política é a mãe!”.


A frase que foi pronunciada:

;O povo não mostra poder quebrando prédios públicos nem fazendo baderna. Quem carrega o poder do povo é a urna eleitoral.;


Ministro Marco Aurélio de Mello,

em entrevista ouvida no trânsito.


Cumprimentos

; Uma das grandes mudanças do Judiciário se deu com a inauguração da TV Justiça, há exatos 10 anos. Walter Lima, repórter pioneiro da cidade, participou do nascimento da imprensa judiciária, que se aproximou da população, mostrando que o corpo jurídico brasileiro não é frio nem intocável. São homens e mulheres que julgam e têm, em grande parte, a humildade de se ver como seres bastante humanos.


Sem oposição

; Manipular dados oficiais pode ser considerado violação de direitos humanos. O senador Cristovam Buarque deu a declaração depois que Mansueto Almeida, técnico do Ipea, citou cinco truques contábeis que seriam usados pelo governo para atender às obrigações fiscais não cumpridas. Por enquanto, essa foi a única reação do Legislativo sobre o assunto.


Beabá
; Foi distribuída para os que atuam em áreas de licitação e contrato do GDF uma cartilha sobre o Sistema de Registro de Preços. O material foi elaborado pela Seplan. A publicação vai servir para dirimir as dúvidas sobre a regulamentação do Decreto n; 34.509/2013, que estabelece normas sobre o assunto.


Na prática
; GDF garante que custou menos de R$ 44 milhões. O fato é que, quem passa por lá não economiza elogios. A passagem subterrânea do Balão do Aeroporto fez com que o trânsito por ali fosse caótico por um tempo considerável. Agora a obra do PAC foi realmente útil para a população.


História de Brasília

Com menos de 10 dias para retirá-los da Torre de TV, onde se encontram indevidamente os presos de Brasília, resta, agora, ao coronel Jaime Santos, a ordem de indulto geral, já que as providências tomadas não tiveram o ritmo esperado. (Publicado em 15/7/1961)

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