Lusa à porta da Série C

Lusa à porta da Série C

FELIPE SEFFRIN
postado em 07/05/2014 00:00
São Paulo ; A Portuguesa senta de novo no banco dos réus, desta vez em um julgamento que pode custar ao clube o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. Hoje, a partir das 14h, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisará o processo contra a Lusa por ter se retirado de campo na partida contra o Joinville, na abertura da Série B, em 18 de abril. Para a promotoria, o clube agiu de má-fé ao impedir o prosseguimento do confronto, paralisado aos 17 minutos do primeiro tempo, com o placar em 0 x 0. A Portuguesa alega que estava impedida judicialmente de atuar.

Os desdobramentos pela escalação irregular de Héverton na última rodada do Brasileirão em 2013 podem tomar proporções drásticas para o time do Canindé. O procurador-geral Paulo Schmitt denunciou a Portuguesa nos artigos 205 e 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e no artigo 69-2 do Código Disciplinar da Fifa. As punições por ;impedir o prosseguimento de partida; variam de multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de pontos, computados a favor do adversário. O STJD também poderá excluir a Lusa do campeonato, já que houve prejuízo aos torcedores.

A relatoria do processo está nas mãos do auditor José Nascimento, de São Paulo. O desfecho do imbróglio é uma incógnita. Para o procurador, o abandono da partida pela Portuguesa foi injustificável. ;Nossas investigações e análises constataram fatos absolutamente inaceitáveis de fraude, farsa, simulações e diversas infrações disciplinares absolutamente incompatíveis com qualquer partida de futebol, mesmo de várzea;, criticou Schmitt, ao efetuar o pedido de punição no STJD. O procurador denunciou ainda o presidente, o diretor de futebol e o técnico da Lusa.

Em sua defesa, a Portuguesa alega que estava proibida judicialmente de atuar. Na época da partida contra o Joinville, o torcedor Renato Britto de Azevedo havia obtido uma liminar na 3; Vara Cível de São Paulo que recolocava o time na Série A.

No entendimento da procuradoria do STJD, porém, a liminar do torcedor, obtida em São Paulo, não valia nada, pois o STJ indicou a Justiça do Rio de Janeiro como responsável por concentrar e julgar o caso ; a liminar acabou derrubada horas depois da partida. Outro fator complicador é a súmula do árbitro Marcos Andre Gomes da Penha. Ele relatou que o time paulista simplesmente se recusou a jogar, sem citar qualquer liminar ou oficial de Justiça que tenha interferido.

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