Um dia em Niagara

Um dia em Niagara

Em menos de 24 horas, dá para explorar a pequena Niagara-on-the-Lake, cidadezinha charmosa a 130km de Toronto, onde se encontram as famosas cataratas. Além disso, lá estão concentradas as principais vinícolas canadenses

postado em 07/05/2014 00:00
 (foto: Fotos: Laísa Queiroz/CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Laísa Queiroz/CB/D.A Press)

Você já deve ter visto este cenário em muitos filmes: um agrupamento de quedas d;água e pessoas caminhando por uma plataforma de concreto no topo. Niagara Falls, ou Cataratas do Niágara, em português, é um dos pontos turísticos mais visitados do Canadá e faz fronteira com os Estados Unidos. Tem 52 metros de altura, o que não é tão alto, mas é bem larga (792m) e volumosa.

Uma das formas mais comuns e divertidas de fazer o passeio por lá é de barco, passando pela base das quedas ; se não quiser se molhar, também dá para andar por dentro dos túneis que ficam ali. Mas, se você for durante um período mais frio, como o outono ou o inverno (estação em que as cachoeiras chegam a congelar), ou apenas quiser uma visão diferente, uma boa dica é o passeio de helicóptero. Se possível, sente-se no banco do copiloto para ter a melhor vista. É possível sentir um pouco de náusea, especialmente em dias de muito vento, pois a aeronave balança, mas, com certeza, vale a pena ver as cataratas de cima.

Depois, visite, ainda que rapidamente, Niagara-on-the-Lake. A cidade possui pouco mais de 13 mil habitantes e é uma graça. Muitas casas conservam o estilo colonial, já que ela foi capital da colônia inglesa entre 1792 e 1796. Algumas delas se transformaram em lojas de grifes. Outras, em hotéis.

Icewine
Dificilmente os viajantes pensam no Canadá quando o assunto é enoturismo. Entretanto, o estado de Ontario produz ótimos vinhos, e várias das vinícolas se localizam em Niagara-on-the-Lake. Pioneira no ramo, a Inniskillin iniciou os negócios em 1974 e, desde essa época, conquistou diversos prêmios, como o Grand Prix d;Honneur na Vinexpo, em 1991, na França. Entre os rótulos mais apreciados, estão o pinot noir e o chardonnay. Mas o grande destaque vai para o icewine.


Em português, seria algo como vinho de gelo, que recebe esse nome porque as uvas são colhidas congeladas, em uma temperatura de cerca de -8;C. A bebida fermentada a partir delas é bem doce, o que resulta em um vinho de sobremesa. Na Inniskillin, há quatro tipos de icewine: vidal, riesling, cabernet franc e sparkling (espumante).

Lá, o visitante pode fazer um tour ; que inclui adega e plantações ;, harmonizando as bebidas aos pratos. Os vinhos tradicionais são servidos com o almoço, enquanto o icewine acompanha a sobremesa. Todos são oferecidos em taças Riedel. É necessário reservar com antecedência esse tipo de passeio. Mas também dá para visitar a lanchonete da vinícola, onde é degustado com aperitivos, além de poder comprar os produtos da loja.

O icewine também é produzido na Europa e nos Estados Unidos, mas virou marca do Canadá e todo visitante sai de lá com, pelo menos, uma garrafa. Vale lembrar que, devido ao complicado processo de produção da bebida, o preço é mais salgado: uma garrafa não sai por menos de 50 dólares canadenses, mas é possível adquirir minigarrafas por menos da metade desse valor.


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