Correio Econômico

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Portinha das ideias

por Sílvio Ribas / silvioribas.df@dabr.com.br %u2014 Interino
postado em 10/05/2014 00:00
As valiosíssimas multinacionais, como Google, Apple e Microsoft, nascidas a partir de microempresa ao lado de universidades e de parques tecnológicos nos Estados Unidos, são a prova mais clara de que muito vale a pequena apostar no empreendedorismo. Com um ambiente de negócios mais favorável à livre iniciativa ; burocracia zero, carga tributária decente, crédito fácil, apoio institucional e fontes alternativas de capitalização ;, boas ideias podem conquistar o mundo e até mudar concepções de negócios. Com fama de inventivo e batalhador, o empreendedor brasileiro poderia estar contribuindo mais para ampliar a renda média do país e ainda conferir ao país um papel mais influente no cenário econômico global.

Os países asiáticos perceberam a força da inovação empresarial e tecnológica como fator gerador de riqueza nacional desde a segunda metade do século passado. Esta onda começou com o Japão, que relativamente em pouco tempo alcançou o posto de segunda maior economia do planeta, e depois foi bater na Coreia do Sul. A facilidade para abrir empresas e para acessar recursos e conhecimento, além do pesado investimento na educação e no comércio exterior, proporcionaram saltos no poder de compra da população e no Produto Interno Bruto (PIB) daqueles países. Suas marcas nascidas pequenas, hoje são universais. O jogo de cintura brasileiro para lidar com adversidades ainda não rendeu lucro equivalente.

A China, atual vice-líder da riqueza global, também aposta no empreendedorismo e na inovação como armas para consolidar a sua posição atual de destaque, manter a maior das taxas de crescimento econômico e, mais adiante, desbancar os Estados Unidos do trono do PIB mundial. Num cenário de franca desindustrialização, no qual um quinto dos produtos nas prateleiras do varejo é importado, e pródigo em obstáculos aos negócios, o Brasil está perdendo a chance de se reposicionar também no contexto internacional, cada vez mais competitivo e empreendedor. Falta-nos infraestrutura, educação básica de qualidade e, sobretudo, mentalidade de competidor global.

Eduardo Zugaib, palestrante, consultor e escritor, enxerga nos chamados empreendimentos de garagem uma chance de colocar o país em sintonia com as oportunidades que um mundo em rápidas mutações oferece. De pequenas portinhas podem sair grandes inovações, capazes de mudar o modo como coisas são feitas e criando demandas até então inexistentes. Ele ensina que as pequenas empresas são, em essência, mais livres para criar. Isso porque, em tese, elas não estão sujeitas aos excessivos controles e burocracias que, ;se por um lado ajudam a organizar e documentar processos, por outro tornam lentas operações de corporações maiores;. Não por acaso, muitas grandes invejam a flexibilidade de pequenas.

O especialista em promoção da cultura organizacional criativa nos locais de trabalho ressaltou que são poucas as megaempresas que conseguem romper a praga da lentidão. ;Organizações como o Google, por exemplo, tornaram-se globais sem matar a essência criativa que tinham na origem, mantendo vivo esse espírito, através das células;, ilustrou. Para ele, é fundamental haver ;um espírito que estimula a iniciativa, a criação colaborativa, o ;erro; decorrente da criação e outros fatores, preservando a flexibilidade e a rapidez;. Zugaib acrescentou, por fim que, como a criatividade também está atrelada à solução de desafios, ser pequeno permite ;agir mais rápido frente às oportunidades ou ameaças do ambiente, gerando a inovação;.


O ganho de Mercadante
no Conselho de Itaipu


; A presidente Dilma Rousseff nomeou no começo deste mês, em pleno auge da crise energética, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para ocupar uma vaga no Conselho de Administração de Itaipu Binacional. Seu mandato de conselheiro vai até 16 de maio de 2016 e para essa função o salário estimado é de R$ 20 mil, para uma reunião mensal em Foz do Iguaçu (PR). O deslocamento até a sede, estadia em hotéis, alimentação e outras despesas são bancadas pela estatal.

Estatais unidas em favor
da banda larga popular


; A Telebras e Furnas Centrais Elétricas assinam na manhã de segunda-feira, no Rio de Janeiro, contrato de parceria para o lançamento de 418 quilômetros de cabos de fibra ótica em linhas de transmissão, além do compartilhamento de suas infraestruturas de telecomunicações. Segundo as estatais, o esforço é para avançar no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), por meio de 56 provedores locais de internet, atendendo 2 milhões de cidadãos em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Os passos do
ministeriável Barbosa


; O economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, fez uma observação intrigante sobre o comportamento de Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, nos últimos dias. Em seminário apresentado na manhã de quinta-feira na Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), o ministeriável cravou previsão de até 7,5% na inflação de 2015, com crescimento pífio da economia de 1%, graças à alta do salário mínimo e à elevação de preços administrados. ;É mais uma opinião no pandemônio opinativo que virou o ano que vem. (;) Nelson tenta colar em Armínio Fraga como opção de governabilidade econômica;, sublinhou Perfeito.


Com Paulo Silva Pinto




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