Confronto no sul deixa 20 mortos

Confronto no sul deixa 20 mortos

postado em 10/05/2014 00:00
 (foto: Marko Djurica/Reuters )
(foto: Marko Djurica/Reuters )



Pelo menos 20 militantes separatistas e um policial morreram ontem durante um confronto na cidade portuária de Mariupol, no sul da Ucrânia. Segundo o ministro do Interior, Arsen Avakov, o distúrbio começou quando mais de 60 insurgentes armados atacaram a sede da polícia local, que acabou em chamas. ;Grande parte dos criminosos desapareceu na cidade, abandonando as armas;, relatou Avakiv. O deputado Oleh Lyashko, porém, afirmou que os separatistas pró-Moscou foram mortos quando forças ucranianas tentaram desalojá-los.

Vitalu Ivanov, porta-voz da autodeclarada República Popular de Donetsk, endossou a versão de Lyashko e afirmou à agência russa Itar Tass que os tiros que atingiram os separatistas partiram de veículos blindados. Segundo Ivanov, policiais atacaram pessoas que participavam das celebrações pelo Dia da Vitória diante da sede policial.

Diante da incessante onda de violência, o presidente interino, Oleksander Turchinov, propôs a criação de uma ;mesa redonda; que reuna forças políticas e grupos civis de todas as regiões. ;Estamos prontos para conversar com todos os que têm objetivos políticos legítimos e os perseguem por meios legais;, declarou Turchinov. O primeiro-ministro Arseniy Yatseniuk aproveitou as modestas comemorações da data no país para pedir que Moscou ;pare de apoiar terroristas que matam civis; na Ucrânia. ;Há 69 anos, combatemos com a Rússia contra o fascismo e vencemos. Hoje, a Rússia lançou uma guerra contra a Ucrânia;, protestou.

Em Kiev, uma breve cerimônia foi realizada em um parque, sob forte esquema de segurança. A tradicional parada militar foi cancelada. Sem celebrações oficiais, 5 mil pessoas se reuniram na cidade de Donetsk, um dos redutos separatistas no leste, para lembrar a vitória soviética e reiterar sua ligação com Moscou. Em Slaviansk, cerca de 2 mil pessoas marcharam e depositaram flores em um memorial que homenageia os mortos na Segunda Guerra. Na região de Kherson, vizinha à Crimeia, um incidente marcou o discurso do governador Yuti Odarchenko, quando ele afirmou que Adolf Hitler defendeu ;a libertação do povo (ucraniano) do jugo comunista;, segundo relatou informou jornal russo Pravda. ;Quando estudamos a história, vemos que Hitler foi o primeiro a lançar o slogan de libertar o povo do jugo comunista e do tirano Stalin;, afirmou Odarchenko, interrompido por gritos de ;vergonha;.


3 milhões
Total aproximado de cédulas impressas para o referendo
de amanhã sobre a autonomia das regiões de Donetsk e Lugansk

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