Polícia desarticula grupos especializados

Polícia desarticula grupos especializados

ROBERTA PINHEIRO
Roberta Pinheiro
postado em 10/05/2014 00:00
 (foto: Roberta Pinheiro/CB/D.A Press
)
(foto: Roberta Pinheiro/CB/D.A Press )

Duas quadrilhas suspeitas de assalto a bancos no Distrito Federal foram desarticuladas pela Polícia Civil. Os grupos agiam de maneira diferente e eram monitorados desde o ano passado. O primeiro acabou flagrado enquanto se preparava para atacar uma agência da CLSW 104 do Sudoeste. Os acusados usavam dispositivos artesanais para puxar envelopes de depósitos em caixas eletrônicos ; a ação é conhecida como pescaria. O grupo atuava em toda a capital, menos na Asa Norte. Segundo a delegada-chefe da 3; DP (Cruzeiro), Cláudia Alcântara, a média de furtos era de três por noite.

A polícia começou a monitorar essa quadrilha em outubro do ano passado, data da primeira ocorrência. Há cerca de um mês, os agentes identificaram todos os integrantes. A investigação, no entanto, continua. ;Acreditamos que eles tenham feito um acordo com outro grupo (para não atacar na Asa Norte). Também vamos investigar a participação de adolescentes;, informou Cláudia. Os presos são: Sérgio Almeida de Oliveira, 31 anos; Thiago Gomes de Freitas, 30; Luiz Carlos de Oliveira, 42; e Rafael Lima de Sousa Cardoso, 25. Serão indiciados por furto qualificado.

A Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) identificou e desarticulou o segundo grupo antes que voltasse a atuar no DF. Conhecida por explodir caixas eletrônicos em Goiás, em Minas Gerais, no Tocantins, na Bahia e na Paraíba, a quadrilha era monitorada desde janeiro do ano passado. Ao longo de 2013, os investigadores haviam derrubado parte do bando. À época, uma operação resultou em 16 presos. Seis criminosos morreram em confronto com a polícia ou por falha nas explosões.

Os últimos cinco acusados estavam em Arinus, em Minas Gerais, onde foram surpreendidos pela polícia na noite de quarta-feira. Na cidade, eles também teriam tentado explodir caixas eletrônicos para acumular dinheiro e agir novamente no DF ; o único ataque aconteceu em Ceilândia no ano passado. Desta vez, os agentes agiram antes do roubo. A polícia apreendeu uma escopeta, um revólver, uma pistola, 50 munições e explosivos.

;A atuação desses criminosos trazia transtornos para o DF porque o dinheiro obtido fomentava o tráfico de drogas e de armas;, afirmou o titular da DRF, Fernando César. Anderson Monteiro do Nascimento, 27 anos; José Guilherme Roriz, 21; Widiney da Silva Thomé, 24; e Willian da Silva Castro, 25 acabaram autuados por associação criminosa, porte ilegal de armas, porte ilegal de artefato explosivo e corrupção de menores. O adolescente de 16 anos suspeito de pertencer ao grupo seguiu para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

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