Mamma mia!

Mamma mia!

Conheça diferentes histórias de amor entre mães e filhos

» ANA PAULA LISBOA
postado em 10/05/2014 00:00
 (foto: Oswaldo Reis/CB/D.A Press)
(foto: Oswaldo Reis/CB/D.A Press)
O segundo domingo de maio é muito mais que uma data para dar presentes. É ideal para passar tempo de qualidade, homenagear e agradecer a primeira pessoa que o amou: sua mãe. Dedicação, amor incondicional, cuidado, carinho, colo e proteção são tesouros maternos. As progenitoras dão à luz, cuidam, criam, educam, brincam, conversam, aconselham, protegem; Algumas não carregaram o filho no ventre, mas cultivam laços de amor, que valem mais que os de sangue. Às vésperas do dia de veneração à maternidade, o Super! mostra como é o relacionamento entre mães e filhos e como diferentes famílias comemoram a data.


Uma grande família
Amanhã, os netos Rebeca e Felipe, 11 anos, Gabriela, 10, Carlos Eduardo, 6, Ana Carolina, 3, e Gabriel, 17, vão se juntar na casa da avó, Marta Rocha, 60, para comemorar o Dia das Mães. Além da matriarca da família Rocha, as filhas Marcela, Michelle e Márcia serão homenageadas na hora do almoço. Para Marcela, 32, ser mãe é um trabalho gostoso, recompensado com muito carinho. A filha dela, Rebeca, conta por que admira a dona de casa:

; Ela é legal, bonita, carinhosa. Brinca de bola, de pique-pega, de pique-esconde, toma banho de piscina comigo e com a Ana Carolina, minha irmã; No Dia das Mães, vou levar café da manhã na cama com um monte de coisas gostosas para ela.

Os irmãos Felipe e Carlos Eduardo demonstram gratidão à mãe, Michelle. É o que explica Felipe:

; Minha mãe significa tudo para mim. Ela está sempre ao meu lado, ajuda na hora das dificuldades. Quando faço algo errado, fico de castigo, mas entendo que ela tem que me educar.

Michelle acredita que ser mãe é um dom de Deus, e Carlos Eduardo sabe como vai presenteá-la:

; Vou comprar uma rosa vermelha. Minha mãe é muito importante para mim. E, na escola, vou cantar músicas para ela numa apresentação.


Todo dia é para as mães
Muitos grupos indígenas, como o povo Fulni-ô de Águas Belas (PE), não têm datas comemorativas. Nem mesmo os aniversários são festejados. A importância das mães é ressaltada na rotina, como explica a indígena Diacucury, 46 anos:

; Todo dia é Dia das Mães. As mulheres indígenas são muito importantes no cotidiano: é dever delas ensinar os filhos a falar. Elas são o esteio da casa e da comunidade, e conselheiras dos esposos.

Na tribo, os mais velhos têm que ser exemplo para os mais novos, que, por sua vez, têm que obedecer e respeitar quem já percorreu o caminho que os mais jovens ainda vão trilhar. As mães ensinam os filhos por meio de diálogos e do exemplo. Segundo Diacucury, não é costume indígena bater em criança. Ela saiu da tribo há muitos anos em busca de melhores condições de vida. Em Brasília, transmite as tradições indígenas para as filhas, Luiza Peruiwe, 11 anos, e Mayana Retisiro, 10, que, em casa, falam a língua yatê.

Manter os costumes não é tarefa fácil numa cidade grande e, muitas vezes, as filhas têm que entender que alguns comportamentos considerados normais aqui não são aceitos pelo povo delas. Mayana ainda está sendo alfabetizada no português, mas já demonstra o carinho pela mãe:

; Ela é uma mãe ótima e bonita. Gosto que ela fique comigo e que me leve para a escola.

Para Luiza, Diacucury é uma inspiração para o que ela será quando adulta.

; Minha mãe é muito importante para mim. É uma guerreira, não desiste do que quer. É esperta. Gosto de passear com ela e de fazer e de receber carinho no cabelo. Eu não sou guerreira como ela, mas espero me tornar no futuro.


Amizade maternal
Aldenice Nunes, 36 anos, e Maikon Douglas dos Santos, 12, são grandes amigos, além de mãe e filho. Depois de mais de uma década como filho único, Maikon tem que se acostumar a ter um irmão, já que Gustavo nasceu há menos de 1 mês. A gravidez da mãe foi de risco e, agora, que tudo deu certo, é só alegria. O Dia das Mães para a família será de grande festa, já que, pela primeira vez em muitos anos, a matriarca maranhense Maria de Nazaré da Silva Nunes, 62, vai passar a data com eles.

Depois da maternidade, Aldenice ficou mais responsável, madura e preocupada. O amor incondicional que brotou em seu peito é, agora, duplicado com a chegada do bebê. Ela conta como é a relação com Maikon:

; O Maikon é bem mais apegado a mim do que ao pai. Ele me conta tudo, é carinhoso. Brincamos de esconde-esconde e de outras coisas. Chamamos um ao outro de Chocolate e de Chocolate Branco.

Para Maikon, a mãe é a melhor amiga:

; Minha mãe é gente boa, amiga, carinhosa, brincalhona, bonita, cozinha bem. Este ano, vou dar um colar, um vestido e uma cartinha para ela. Ela é muito especial e eu a amo muito.


Laços de amor
O que faz uma mãe é a gravidez? Certamente não. A adoção também é um gesto de amor. Taisa Helena Marcelino, 44 anos, aguardou anos na fila da adoção para encontrar Pedro Henrique, 11, há mais de 5 anos. O fato de o garoto não ser mais um bebê nunca foi problema, e ele ganhou outro rumo na vida. Segundo Taisa, os traumas foram, aos poucos, superados com muito amor:

; Ele foi maltratado e rejeitado pela primeira família. Foi difícil chegarmos ao coração dele, mas, com muito carinho, conseguimos. Resolvemos todos os problemas com amor. Hoje, vejo o Pedro como se ele tivesse saído de mim. A adoção é um processo de Deus. É o mesmo amor que se constrói numa gestação.

Pedro ainda se lembra do que sofreu e é feliz pela chance que teve:

; A adoção fez muita diferença na minha vida. Agora, tenho pai e mãe que gostam de mim, e outras coisas que eu queria. Eu amo a minha mãe. O fato de ser adotado não faz diferença no amor que sinto por ela. Tenho até mais amor do que se tivesse nascido dela.

A história de Maria da Luz Silva, 41 anos, e Nayra Emmanuelle, 7, é parecida. Nayra chegou à família ainda bebê e não gostou de descobrir que era adotada, como conta a mãe.

; Ela dizia que preferia ter nascido da minha barriga. No começo, ela não aceitou, mas, depois, com muita conversa, entendeu. O amor é muito grande: sinto como se a Nayra tivesse nascido de mim.

A menina é só elogios para a mãe:

; Ela é brincalhona, muito boa comigo, bonita e importante. Eu converso muito com ela. Hoje, eu aceitei que não sou filha biológica dela: isso não faz diferença. O Dia das Mães é importante porque é uma data só para ela, que é muito especial.

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