Bate-papo com Marcelo Araújo

Bate-papo com Marcelo Araújo

postado em 10/05/2014 00:00
Por que resolveu escrever para crianças?
Já lancei três livros de terror. Eu não queria me prender a apenas um gênero, então, resolvi me aventurar pelo universo infantil. A literatura infantil abre caminho para a pessoa começar a ler e continuar lendo por toda a vida. Um erro que alguns cometem é achar que livro para criança pode ser bobo. Não dá para subestimar esse público, que é inteligente.

O que o inspirou?
Sempre gostei de literatura infantil. Tudo começou com Monteiro Lobato: na infância, depois de ver o Sítio do Picapau Amarelo na televisão, li toda a coleção de livros. Mergulhei fundo no universo da fantasia. Outros autores me influenciaram também, como Maria Clara Machado, os irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Marcos Rey e outros da Coleção Vagalume.

Como foi a experiência de ilustrar?
Não sou ilustrador profissional, mas gosto de desenhar. Nesse caso, o desenho veio antes da história. Comecei a rabiscar sobre um menino animado para ir para escola que era ridicularizado pelos colegas. Foi a partir daí que o texto se desenvolveu. Apesar de simples, os desenhos deram muito trabalho. Todo mundo que via dizia que pareciam feitos por crianças. Eu não poderia ouvir nada melhor!

O que os leitores podem aprender sobre bullying?
Não sou psicólogo ou educador, então, não é um livro didático. É um texto literário com situações comuns: afinal, quem nunca ganhou um apelido? É importante conviver com as diferenças, que não existem para repelir ou gerar preconceito, mas, sim, para trazer aprendizado.

Quais são seus projetos futuros?
Tenho vontade de me aprimorar em ilustração e estou trabalhando em outro livro infantil para o ano que vem, chamado Badu do bolo. Pretendo continuar fazendo livros de terror e livros para crianças.


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