Agnelo vai à festa de centros olímpicos

Agnelo vai à festa de centros olímpicos

Cerimônia em Samambaia encerra as atividades do Encontro do Esporte Paralímpico. Alunos convencionais participaram durante duas semanas de oficinas de experimentação em modalidades adaptadas para conseguirem se integrar melhor

postado em 17/05/2014 00:00
 (foto: CAmila de Magalhães/Esp.FAC/D.A Press)
(foto: CAmila de Magalhães/Esp.FAC/D.A Press)

As diferenças físicas nem foram percebidas nas atividades do Encontro do Esporte Paralímpico, encerrado na manhã de ontem. Durante duas semanas, mais de 4,5 mil alunos com e sem deficiência dos Centros Olímpicos (COs) de Ceilândia, Riacho Fundo 1, Samambaia e São Sebastião experimentaram desafios para conseguirem se integrar melhor.


Numa das atividades, um artista cego dedicou tempo a um curso de argila aos jovens. Mas nada prendeu mais a atenção do que as oficinas de experimentação de modalidades adaptadas. ;Para mim, o mais difícil foi jogar basquete em cadeira de rodas. Os jogos fizeram a gente entender muitas coisas novas. Achei legal ver pessoas que não têm certos movimentos fazendo jogadas melhores do que quem pode andar;, observou Bruna Laís Sousa Melo, 11 anos, aluna de ginástica rítmica e natação em Ceilândia.


As crianças puderam disputar partidas de basquete em cadeira de rodas, de voleibol sentado e de bocha adaptada. Depois, houve um jogo de perguntas e respostas sobre o esporte paralímpico. O encontro se encerrou no fim da manhã de ontem, com uma cerimônia na unidade de Samambaia. ;Buscamos construir um ambiente de alegria, gentileza, carinho e esperança nas comunidades. Foi uma grande oportunidade de proporcionar experiências marcantes na vida de cada um e estimular novas habilidades;, ressaltou o diretor de Relações Institucionais da Fundação Assis Chateaubriand (FAC), Paulo César Marques.

Novo nome
Durante o encerramento do encontro, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, anunciou que os COs, agora, serão conhecidos como Centros Olímpicos e Paralímpicos. ;Mudar o nome é um reconhecimento. Toda forma de tratamento tem de ser igual e damos oportunidades para nossos atletas paralímpicos e alunos com deficiência também;, disse.


Os centros recebem, hoje, cerca de 450 alunos com deficiência. Na avaliação do secretário de Esporte do DF, Célio René, isso representa a mudança da política pública esportiva. ;Podemos dizer que somos referência no Brasil, 25% dos nossos profissionais são capacitados para atender a pessoas com deficiência;, destacou.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação