DCE é reeleito na UnB

DCE é reeleito na UnB

Mais de 9,8 mil alunos foram às urnas e reconduziram a atual direção do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília

» Luiz Calcagno
postado em 17/05/2014 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)


O resultado das eleições para comandar o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB) trouxe duas surpresas. A primeira foi o número de votantes. Um total de 9.833 universitários foram às urnas, aproximadamente 2 mil a mais do que o último pleito, em 2012, quando 8 mil discentes participaram do processo. A segunda foi a vitória com folga da Chapa 1, Aliança pela Liberdade. Ela concentrou 52% das cédulas, o equivalente a 5,1 mil votos. A comissão eleitoral divulgou os números na manhã de ontem. Para os integrantes da Aliança, que comanda pela terceira vez o DCE, a aprovação dos alunos é resultado de projetos efetivos e diretamente ligados à realidade deles. O grupo vencedor, diferentemente dos movimentos que estão nas ruas, é favorável à realização da Copa do Mundo no país.

Integrante da chapa vitoriosa, a estudante de ciências políticas Gabriela Sarkis, 21 anos, contou que esperava uma eleição com menos participação. Segundo ela, as chapas concorrentes, Manifesta, que ficou com 34% dos votos, Bloco na Rua, com 6,4%, e UnB Aberta pra quebrada, com apenas 3,3% do total, contavam com um grupo muito maior de estudantes para fazer campanha. ;As outras chapas são muito grandes. Eles puderam se dedicar mais às eleições do que nós. Quando a gente começou a computar os votos, vimos que íamos ganhar, mas não achamos que a diferença seria tão grande;, disse. Mesmo com a surpresa, Gabriela achou baixo o número de votantes, considerando que são 42 mil estudantes na UnB.

Demandas domésticas


A universitária explicou que a Aliança focou as propostas em assuntos ligados à realidade de quem estuda na Universidade. ;Divulgamos nossos trabalhos nos murais da UnB. Conseguimos um posto fixo do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) para o passe livre. Antes, tínhamos que ir até o Conic. Trouxemos, também, um posto do Centro Integrado Empresa Escola (CIEE). Grande parte do que prometemos nós cumprimos;, afirmou.

Colega de chapa de Gabriela, o estudante de economia Nicolas Powidayko concordou. ;Trabalhamos muito bem. As outras chapas passaram muito tempo no ataque e pouco com propostas. Foi um discurso de medo, negativo, pouco produtivo;, acrescentou.
Nos corredores da UnB, os alunos eleitores ficaram surpresos com o resultado. Vitor Ulisses Elias Paiva, estudante de engenharia química, votou na Chapa Manifest. Ele sabia que tinha poucas chances de vencer, mas, mesmo assim, não esperava uma margem tão grande de diferença. ;Votei na oposição porque gostei do discurso. Principalmente porque sou a favor das cotas.

Não esperava que o resultado fosse ser tão forte;, assumiu. Diego Magalhães, 18, do curso de matemática, votou na Aliança. ;Foi uma diferença muito grande, mas é um bom resultado. Eles estão fazendo o trabalho a que se propuseram. Fiz minha parte para eles continuarem;, afirmou.

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