Data para ser lembrada

Data para ser lembrada

O Dia da Babá é comemorado no terceiro domingo de maio. Que tal homenagear quem cuida da gente?

» ANA PAULA LISBOA
postado em 17/05/2014 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

Na ausência dos pais, elas cuidam, alimentam, brincam, levam para passear, conversam, dão carinho. Apesar de serem funcionárias, as babás participam da rotina da casa e acabam fazendo parte da família. Às vezes, elas também precisam dizer não, mandar estudar; A adaptação pode ser um desafio no começo, mas nada que paciência, bom humor, carinho e tempo não resolvam. Apesar de não serem mães das crianças de que cuidam, essas empregadas merecem ser tratadas com muito respeito. Este ano, a data para homenageá-las é amanhã.

Ajudante que caiu do céu
Daniela José Batista, 34 anos, e Pedro Paulo Lima de Alcântara, 10, são exemplo de amizade e de companheirismo. Os dois se conheceram há pouco mais de 5 anos. Nos primeiros dias, foi um pouco difícil porque Pedro fazia birra por não estar acostumado com a nova presença na casa. Isso não durou muito, e logo a dupla se tornou inseparável. Carinhosamente, eles chamam um ao outro de Dani e PP. As tardes na companhia um do outro são recheadas de muita conversa e brincadeira, como conta Pedro:

; A Dani é divertida e brincalhona. Eu adoro ficar com ela! É uma grande amiga, que me ajuda e me compreende. Eu a considero uma pessoa da família. A Dani é a melhor babá que eu já tive, é um anjo que caiu do céu para a minha vida. Juntos, brincamos no parquinho, jogamos futebol, assistimos filme; Ela me leva para tomar banho de piscina e me ajuda a fazer as tarefas de casa. Às vezes, eu faço bagunça, mas, quando ela pede para parar, eu paro.

Mesmo quando crescer e não precisar mais de uma babá, Pedro não vai largar da amiga:

; Já falei para a minha mãe que, quando a Daniela for embora daqui de casa, vou manter contato.

O carinho é recíproco, esclarece Daniela:

; Nós nos damos muito bem e temos muita liberdade um com o outro! Ele sempre conversa comigo, conta as novidades do fim de semana e das viagens. Até os amiguinhos gostam de papear comigo. A gente é de brincar muito. Mesmo estando um pouco mais velho e gostando mais de computador e de tevê, ele sempre quer minha companhia.

Na hora de colocar ordem na casa, Daniela tem muita paciência, mas, às vezes, precisa apelar para a mãe do menino. Ela conta o segredo para ser uma boa babá:

; É preciso gostar do trabalho e ter muita paciência. Eu gosto de lidar com criança e de vê-las crescendo, assim é uma coisa gostosa e não fica cansativo.

De onde vem?

Uma das possíveis origens para a palavra ;babá; está na boca das próprias crianças. Sílabas repetidas como ;papa;, ;mama; e ;baba; são comuns entre bebês e acabam virando palavras em vários idiomas. Em japonês, ;babá; quer dizer ;velhota;, no linguajar informal. O termo também pode ter vindo de dois idiomas africanos (iorubá ou quimbundo), em que a palavra significa ;pai de santo; ou ;ama-seca; (pessoa que cuida de crianças).



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