Ari Cunha

Ari Cunha

Desde 1960 - Visto, lido e ouvido

aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 27/05/2014 00:00

Permissividade eleitoral
Ponto alto da democracia e do civismo são as eleições, ocasião em que a população é conclamada para promover a renovação cíclica dos cargos nos poderes da República. O poder popular exercido por meio de representantes eleitos é assegurado pela Carta de 1988, que introduziu também uma inovação, vista apenas nas democracias mais desenvolvidas do Ocidente: a possibilidade de a população exercer seu poder diretamente e sem a intermediação de parlamentares. Não se trata aqui de democracia distorcida, do tipo plebiscitária, nos moldes praticados hoje em países como a Venezuela, mas a possibilidade de a sociedade elaborar leis próprias que, de alguma forma, por não interessar à classe política, são preteridas. Bom exemplo é o projeto de lei de iniciativa popular que resultou na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar n; 135/10). Depois de reunir mais de 1,3 milhão de assinaturas, o projeto, transformado em lei, sofreu todo tipo de pressão para ter adiados seus efeitos e alcance. No entanto, pela repercussão popular e pela justeza da proposta, foi finalmente implementado e vem sendo estendido a muitos municípios Brasil adentro. O que pouca gente sabe é que a Lei da Ficha Limpa requer que sejam tornados inelegíveis todos aqueles candidatos que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, pelos crimes contra o patrimônio público, contra o meio ambiente e por crimes eleitorais. As penalidades por crimes eleitorais também aparecem na legislação do TSE que condena a propaganda eleitoral fora do calendário oficial e em lugares impróprios, como postes de iluminação pública, viadutos, paradas de ônibus e outros pontos de uso comum. Dessa forma, não se entende porque os candidatos do DF continuam a desafiar, simultaneamente, as leis da Ficha Limpa e do TSE, exibindo-se em qualquer ponto da cidade, em faixas e outdoors. É bom que os eleitores guardem bem os nomes. Candidato que não respeita a lei não merece respeito da população. Como diz o filósofo de Mondubim, ;quem rouba um tostão rouba 1 milhão;.


A frase que foi pronunciada:

;Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.;

Platão



Bola dentro
; A presidente Dilma acertou no esforço em tornar a exploração sexual infantil crime hediondo. A lei, de autoria do senador Alfredo Nascimento, é um começo importante para o Brasil fechar as portas para esse tipo de gente e punir exemplarmente os que estão no país. A lei foi elogiadíssima no Senado. Isso, sim, é proteger as crianças.


Cuidado


; O número de ministros negros não é argumento para respaldar a cota por cor da pele. Os ministros são escolhidos como pessoas de confiança da presidente. Isso não tem absolutamente nada a ver com racismo. Essa semente da segregação entre cores de pele dos seres humanos brasileiros é uma semente geneticamente modificada. Traz muito mais malefícios que benefícios à sociedade.


Novidade

; Por falar nisso, Maria Tereza Sombra conclama a sociedade a participar do abaixo-assinado por leis mais claras para concursos públicos. É só entrar na página da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) e inscrever-se no link ;Abaixo-assinado concursos públicos: quero lei;.


Antigamente

; Dib Francis deve estar se programando para o XXI Encontro Nacional de Automóveis Antigos. Será no Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá, na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais, entre 18 e 22 de junho. Sofisticação é a marca registrada do encontro, que, entre várias marcas renomadas, conta com a participação de colecionadores
de todo o país.


Inclusão, já

; Está mais do que na hora de o Brasil repensar o estudo de libras. Se, com as mãos, o surdo fizesse a leitura labial, não estaria tão longe da sociedade. Há crianças sem audição que aprendem a ler lábios e a falar. Rybena é um importante projeto que tem ajudado muita gente a ser inserida no mundo dos que ouvem.


História de Brasília

Repercutiu muito bem a nossa campanha pela doação de sangue para o Hospital Distrital. Com a situação criada nesses últimos dias, de dificuldades de plasma, ficou constatada a urgente necessidade de uma unidade móvel coletora de sangue para visitar acampamentos, escritórios, clubes e onde mais houver doadores voluntários. (Publicado em 18/7/1961)

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