Militares dizem ter localizado reféns

Militares dizem ter localizado reféns

postado em 27/05/2014 00:00
 (foto: Boko Haram/AFP - 12/5/14)
(foto: Boko Haram/AFP - 12/5/14)



O marechal Alex Badeh, chefe do Estado-Maior da Aeronáutica na Nigéria, anunciou ontem que o governo de Abuja localizou o cativeiro das mais de 200 meninas mantidas como reféns há mais de um mês pelo grupo extremista Boko Haram. Ele garantiu, porém, que os militares não usarão a força para tentar libertá-las. ;Ninguém deveria dizer que não sabemos o que estamos fazendo. Não podemos matar nossas meninas em nome de tentar recuperá-las;, ponderou Badeh, que omitiu o local onde elas estão prisioneiras. ;A boa notícia para os pais é que sabemos onde elas estão, mas não podemos dizer;. Ele classificou a informação como um ;segredo militar; e prometeu: ;Traremos as meninas de volta;..

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que apoia as buscas na Nigéria inclusive com aviões-radares, evitou comentar o anúncio do marechal nigeriano. Manifestações diárias têm sido realizadas, na Nigéria, para pressionar o governo do presidente Goodluck Jonathan a agir com eficácia no combate aos extremistas e resgatar as reféns. Nas redes sociais, personalidades e usuários anônimos do mundo todo iniciaram uma campanha pelas estudantes nigerianas.

;Queremos as nossas meninas de volta;, afirmou o marechal Badeh. ;Posso dizer que somos capazes e vamos fazê-lo. Mas podemos ir com força onde elas estão presas?;, questionou Badeh. O governo de Johnathan tem sido acusado de reagir com apatia ao sequestro. O presidente demorou duas semanas a se pronunciar e relutou antes de aceitar ajuda internacional. Segundo a agência de notícias France-Presse, drones e aeronaves de vigilância aérea norte-americanos têm sobrevoado o noroeste da Nigéria e o vizinho Chade, enquanto britânicos e israelenses auxiliam as forças terrestres. Ao todo, 276 meninas da cidade de Chibok foram raptadas pelo Boko Haram, em 14 de abril. Muitas conseguiram escapar, mas restam mais de 200 em poder dos extremistas.

Campanha de terror
O grupo radical, que atua principalmente no norte do país, defende a transformação da Nigéria em um Estado islâmico. Sua campanha de terror, iniciada há cerca de uma década, teve uma escalada nos últimos meses, com uma sucessão de atentados a bomba e massacres de civis. No episódio de Chibok, as forças militares já tiveram de se retratar após terem afirmado que quase todas as meninas sequestradas haviam sido soltas. No último domingo, pelo menos 24 pessoas foram assassinadas durante o ataque a um povoado do nordeste do país, perpetrado por homens armados suspeitos de integrarem o Boko Haram ; cujo nome significa ;a educação ocidental é pecado;. Desde o início deste ano, estima-se que mais de 2 mil pessoas foram mortas pelos terroristas.

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