Dilma está assustada

Dilma está assustada

postado em 08/06/2014 00:00
Quem esteve com a presidente Dilma Rousseff nos últimos dias garante que ela está assustada com os números apresentados pelo Banco Central para a economia. Tanto os dados da indústria quanto os do varejo mostram a atividade capengando, sem chances de recuperação depois da Copa do Mundo. O problema, alegam técnicos do BC, é que os consumidores e as empresas estão muito pessimistas em relação ao futuro. A onda de desconfiança atingiu seu pico.
Na opinião do economista Sílvio Campos Neto, da Consultoria Tendências, há razões de sobra para o país mergulhar em uma recessão, com quedas seguidas do Produto Interno Bruto (PIB). ;O governo destruiu a credibilidade da política econômica, ao optar por medidas desastrosas que, em vez de estimularem o crescimento, alimentaram a inflação;, ressaltou.

Para ele, como a capacidade de consumo das famílias se esgotou, o ideal seria que os investimentos produtivos ganhassem a dianteira como mola propulsora da atividade. Mas os industriais preferiram engavetar os projetos por não saberem se terão para quem vender no futuro e por causa do intervencionismo do Planalto na economia, como no setor elétrico, em que as tarifas foram reduzidas a fórceps, criando um rombo bilionário assumido em parte pelo Tesouro Nacional. E mais: há o risco de o país ainda ser obrigado a decretar racionamento de energia.

;Teremos tempos difíceis pela frente, ainda que a inflação venha a ceder nos próximos meses, como estamos prevendo;, disse Carlos Thadeu Filho, economista-chefe da gestora de recursos Franklin Templeton. ;A inflação será o menor dos problemas daqui por diante;, emendou. Ele não acredita, porém, que o Banco Central cederá às pressões para reduzir a taxa básica de juros (Selic), de 11% ao ano, sem antes ter a certeza de que a carestia está convergido para o centro da meta, de 4,5%. (VN)

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