Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 08/06/2014 00:00

Lei da Palmada
Finalmente, o Senado aprovou a Lei da Palmada, que pune castigos físicos e truculentos contra as crianças. Pena que, de uma forma ainda conservadora e reacionária, se inclui na lei apenas as agressões físicas, não entendendo que a forma psicológica de agredir seja, talvez, muito maior e mais prejudicial, com sequelas profundas para toda a vida, quando não, para as gerações futuras. Não só os pais agridem as crianças. Isso é mais comum do que se imagina nas escolas e entidades assistenciais, como também nas famílias. É que grande parte dos pedagogos, assistentes sociais, psicólogos e médicos, assim como os parlamentares, desconhecem, até estrategicamente, essa realidade tão brutal e responsável por tanta dor e tanto sofrimento. Mas lutar contra isso atrapalha a exploração fácil, que leva ao engrandecimento do capital, do status burguês etc.
; Antonio da Costa Neto, Asa Norte

; O Brasil, país do primeiro mundo, dá lição de como se deve educar os filhos. Afinal, somos um país pacífico, que privilegia a educação. Coitada da Suécia, da Dinamarca, por exemplo, que vivem o flagelo das drogas, toleram a corrupção e o descumprimento de normas. Segundo a nova lei, os pais que aplicarem castigo físico ficam sujeitos à advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, independentemente de outras sanções. Castigo físico, muitas vezes, é um meio de que os pais lançam mão para evitar que o filho ingresse no mundo do crime e das drogas. Quando o menor tem pai e mãe, são diminutas as chances de virar infrator. Na prática, essa lei vai punir a mãe solteira, pois a quase totalidade dos menores infratores são oriundos da paternidade irresponsável. Ela não pode castigar? Quem o fará no seu lugar? As mães francesas, exemplo de como educar segundo os países atrasados, aqui seriam criminalizadas. Rumo ao hexa, Brasil!
; Carlos Frederico, Asa Norte


Transportes
Segue minha contribuição a esta coluna, espaço mais democrático da imprensa da capital federal. Há poucos dias, li no Correio que o governo vai liberar recursos que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central para aquecer a venda de automóveis, ou seja, os bancos terão mais dinheiro para o financiamento de veículos. Por que não usar esse dinheiro para a construção de metrô, VLT, BRT, trem-bala? Isso prova tão somente a relação incestuosa do governo com as montadoras, maiores financiadoras das campanhas eleitorais dos políticos em geral. O povo é sempre enganado ou se deixa enganar. Enquanto o automóvel é privilegiado em detrimento do transporte de massa de boa qualidade, o caos no trânsito vai se ampliando, até inviabilizar de vez a locomoção em todas as capitais e até nas cidades de porte médio, comprometendo a qualidade de vida. Aí sim, vai ser mais difícil e mais caro implantar um transporte de massa do tipo citado.
; Olival Machado de Souza,
Vila Weslian Roriz

Mundial
Lembro-me com tristeza da Copa do Mundo de 1966, na qual Pelé foi literalmente caçado e abatido, tamanha a violência a que foi submetido com a conivência covarde e criminosa dos juízes. O Brasil acabou eliminado na primeira fase. Não havia plano B. Hoje, dizem os entendidos, Neymar tem sido considerado a grande esperança brasileira. Caso não jogue bem ou tenha destino semelhante ao do rei, o Brasil não terá plano alternativo (nem B nem C). Vendo a ineficiência e a complacência dos diferentes níveis de governo deste nosso querido país, como na greve do metrô em São Paulo e na vulnerabilidade das principais cidades brasileiras a qualquer manifestação, ficamos, como de hábito, sem outras opções, a não ser nos tornamos reféns da nossa incompetência. Temo pelo que possa acontecer, qualquer que seja o resultado final da Copa.
; Luiz Nusbaum, São Paulo (SP)

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