Por um par perfeito

Por um par perfeito

Escolher o parceiro ideal para o seu pet nem é tão difícil, mas esse processo deve ser cercado de cuidados

postado em 08/06/2014 00:00
 (foto: Oswaldo Reis/Esp.CB/D.A Press
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(foto: Oswaldo Reis/Esp.CB/D.A Press )

Cruzar seu melhor amigo pode render lindos filhotes, mas é preciso que tudo seja feito de forma planejada e segura. Tanto o processo de acasalamento quanto a gestação são momentos delicados na vida dos cães e gatos, por isso é essencial seguir algumas orientações básicas. Os animais devem estar livre de pulgas, carrapatos e até mesmo de doenças sexualmente transmissíveis.

Antes de achar um parceiro para o seu pet, por exemplo, deve-se observar o tamanho, a idade e o peso do pretendente. O ideal é que os dois sejam do mesmo tamanho. Se não tiverem a mesma altura, é melhor que a fêmea seja maior do que o macho. Isso ajuda na hora do acasalamento. Quando ocorre o inverso, a cópula fica mais difícil e há o risco de o animal nascer muito grande, condição que torna praticamente certa a indicação de uma cesariana.

Os quilos na balança também devem ser observados na hora da escolha do parceiro. O macho fica muito tempo em pé e é necessário que não esteja gordinho. Também não pode ter um peso muito superior ao da fêmea, pois pode machucá-la.

Os cuidados com o macho são relativamente pequenos. Machos jovens, com menos de 1 ano de idade, podem não ter a quantidade suficiente de sêmen para engravidar a fêmea, que, muito jovem, não tem a maturidade necessária para cuidar dos filhotes ; podem esquecer de amamentar e deixar os filhotes de lado. Já as cadelas com idade avançada podem ter problemas na contração uterina, produzirem pouco leite, além de serem mais suscetíveis à ocorrência de prolapso uterino. Nesta situação, a vagina fica exposta devido à flacidez da musculatura ao redor. Nesse caso, é necessário uma cirurgia para remover o excesso de pele e evitar uma infecção.

Somente as fêmeas entram no cio e o ideal é que comecem a cruzar a partir do segundo cio. O primeiro é quase imperceptível, sem muitos sinais externos. A partir do segundo, as mudanças são aparentes. ;Quando ela entra no cio, a vulva começa a ;inchar;. Depois de alguns dias, começa um corrimento sanguinolento, que dura de cinco a 15 dias;, explica o médico veterinário Persio Montibello. A fêmea só aceita cruzar após o fim do sangramento, quando entra de fato no período fértil, aproximando-se do macho. Esse período dura de cinco a 10 dias e a ovulação ocorre no fim do cio. No 11; dia é que são maiores as chances de engravidar.

Depois que os animais cruzarem, espere um mês para avaliar se a cadela está mesmo prenha. Para o veterinário Gustavo Rovai, durante o período de gravidez, o ideal é dar ração de filhotes para a nova mamãe. ;Tem mais proteínas do que ração para adultos. Na amamentação também é importante continuar alimentando a fêmea com esse tipo de comida;, explica o veterinário. Existem também linhas de ração especial para o animal durante a gestação.

Quanto menor a raça, mais cedo é o amadurecimento sexual. Em média, o cio chega a partir do décimo mês de vida em animais pequenos, mas pode acontecer até com 7 meses. É importante ressaltar que a fêmea entra no cio durante toda a vida, de seis em seis meses.

O local do acasalamento também deve ser pensado. Os animais podem cruzar em um parque sem muito movimento, por exemplo, ou, de preferência, na casa da fêmea, onde ela estará mais tranquila e a cruza acontecerá mais facilmente. O local deve estar livre de pulgas, carrapatos e outros parasitas. Devem estar, sobretudo as fêmeas, vacinadas, vermifugadas e plenamente saudáveis.

Apesar de não se ;apaixonarem; depois de um acasalamento, pets podem criar um vínculo afetivo por conta da convivência. Se forem animais dóceis podem conviver em harmonia e manter um elo de amizade.

Correio elegante

Gata solteira

Mulan é uma gata de 9 meses, sem raça definida, à procura de um namorado para relacionamento sério. A felina mora em Águas Claras e é virgem. ;Depois do próximo cio, ela será castrada, então essa é a oportunidade de conhecê-la;, afirma a professora Tatiana Amorim, dona de Mulan.

Para namorar com a gata, o companheiro deve ser forte, saudável, carinhoso e bonito (um gato ; literalmente). Também é preferível que o animal more perto, assim podem se encontrar quando sentirem saudade. Os interessados em conhecê-la devem mandar e-mail para trgamprim@gmail.com.

Não quero mais ficar sozinho

O cooker spaniel Snoopy, 6 anos, procura uma companheira da mesma raça para compromisso. Ele é um cachorro levado, gosta de brincar e passear com os donos. A candidata ao coração do pet deve ser alegre e dócil. Pode ser de qualquer idade e tamanho.

Flávia Santana, a dona do animal, afirma que os filhotes serão divididos para presentear amigos. ;Pessoas que vão amar e cuidar bem. Vamos marcar encontros em casa e parques.; A cadela que quiser namorar com Snoopy pode mandar e-mail para a sua dona, Flávia Santana (flaviavitoriosa@gmail.com).

E os gatos?

O acasalamento dos felinos é diferente. Em relação ao tamanho, a maioria dos gatos é proporcional. Só se deve ter cuidado quando o gato é obeso ou muito maior que a fêmea. Nesse caso, o cuidado é o mesmo dispensado aos cachorros. Se o filhote for muito grande, será necessária uma cesariana.

O gatos só devem cruzar por volta dos 2 anos de vida. Geralmente, as fêmeas atraem o macho por meio da marcação de território e só ficam férteis depois do primeiro acasalamento. Os bichanos ficam, em média, 21 dias plenamente férteis e podem estar aptos a reproduzir durante muitos anos. Não muito raro, o animal ainda está amamentando e engravida novamente. Em média, tem entre três e cinco filhotes.

Para colocar dois gatos para acasalar é muito difícil. Geralmente, eles são ariscos uns com os outros. A fêmea, principalmente, pode ter problemas de adaptação com o macho. ;As chances de dar errado são muito grandes. Mesmo com felinos que convivem há muito tempo. É muito provável que os gatos briguem e depois façam as pazes;, afirma o médico veterinário Vitor Benigno, especialista em gatos. Melhor deixar que se entendam.

Parentesco e raça

  • Não é recomendável colocar pais e filhos para cruzar. De modo geral, tal cruzamento, em qualquer espécie, pode trazer problemas genéticos e malformação dos filhotes. A preferência dos donos de só cruzar animais da mesma raça e muito parecidos, para o veterinário Vitor Benigno, só se justifica do ponto de vista comercial. Vender ou manter a raça ;pura; é mais lucrativo, mas não existe nenhuma raça que não possa cruzar com outra. Os

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