Mais rigor no acesso aos estádios

Mais rigor no acesso aos estádios

Marcos Paulo Lima Enviado especial
postado em 16/06/2014 00:00

Rio de Janeiro ; O controle no acesso dos torcedores aos estádios é um tema recorrente nas entrevistas oficiais da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Depois de a entrada de fogos de artifício na Arena Pantanal, em Cuiabá, criar problemas, o incômodo na noite de sábado foi com os instrumentos musicais levados à Arena Pernambuco, no Recife, pelos fãs da Costa do Marfim. O maior questionamento era como eles conseguiram entrar com bumbo e outros objetos de percussão no local da vitória de virada por 2 x 1 sobre o Japão.

O diretor de Comunicação do COL, Saint-Clair Milesi, admitiu, pelo segundo dia consecutivo, que há falhas de segurança. A temporada de caça aos responsáveis pela frouxidão na passagem dos torcedores está aberta. Em Cuiabá, um boletim de ocorrência sobre os rojões detonados por torcedores do Chile está nas mãos da polícia. Os responsáveis pela vista grossa no Recife também são apurados. Embora a música faça parte da cultura do futebol brasileiro, com as tradicionais charangas, a Fifa veta a entrada de instrumentos na Copa. A medida foi tomada depois da poluição sonora causada pelas vuvuzelas na Copa de 2010. Os detentores dos direitos pediram à Fifa o veto aos instrumentos musicais.

O comportamento dos torcedores ingleses quando a Itália fez 2 x 1, em Manaus, também causou desconforto. Os mais exaltados arrancaram três barras de ferro que separavam setores das arquibancadas da Arena Amazônia. ;Isso tudo está sendo revisto, e os controles serão bem maiores a partir de agora;, prometeu Saint-Clair Milesi.

Além dos fogos de artifício e dos instrumentos musicais, a Fifa e o COL vão intensificar a fiscalização nas câmeras fotográficas e de vídeo. Houve flagrantes de reprodução de imagens da partida, o que não é permitido. Os torcedores terão de comprovar que não possuem uma bateria extra. Tablets, computadores ou quaisquer outros dispositivos serão reprovados no controle de acesso ao estádio. O uso de laser também está na lista.

Ideologia
Política é outro tema que preocupa a Fifa e o COL. Tanto jogadores quanto torcedores serão censurados em caso de manifestações partidárias, ideológicas ou religiosas. Alguns torcedores têm tentado ludibriar a segurança com cartazes e bandeiras. Em Manaus, uma faixa com a frase ;Venezuela ditadura; foi flagrada pelas câmeras de tevê na vitória da Itália sobre a Inglaterra, por 2 x 1, contrariando o Fair Play da Fifa.

Audiência global
O diretor de TV da Fifa, Niclas Ericson, disse ontem, em entrevista concedida no Maracanã, que a entidade máxima do futebol pretende superar no Brasil a audiência da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando 3,2 bilhões de pessoas acompanharam a competição. ;A nossa meta é sempre superar o número da transmissão passada, até porque houve um crescimento populacional no mundo nos últimos quatro anos;, explicou o executivo. O Mundial do Brasil é transmitido para 220 países. No total, mais de 460 emissoras adquiriram os direitos de veicular a competição.

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