Ari Cunha

Ari Cunha

Desde 1960 Visto, lido e ouvido

ARI CUNHA aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 18/06/2014 00:00

Moral da Fifa
Em matéria de segurança pública, os organizadores e apoiadores da Copa do Mundo da Fifa não podem reclamar. A começar pelas áreas de exclusão em torno dos estádios e das concentrações das seleções. Está tudo dominado. Ninguém entra ou sai desses perímetros exclusivos sem as devidas permissões. As áreas de exclusão se estendem também para o espaço aéreo, fechado aos não autorizados. Helicópteros das Forças Armadas, antes apenas vistos nas celebrações do Sete de Setembro, sobrevoam constantemente as arenas. Também os helicópteros das demais forças de segurança fazem a patrulha nas redondezas. Em terra, o aparato é ainda mais visível. Homens vestidos ao estilo Robocop, prontos para o enfrentamento, se postam em vários pontos da cidade. Soldados do Exército, armados com fuzis FAL, estão por todos os lados. Postados nas esquinas, moderníssimos carros antimotim e mais tropas de prontidão. O que se assiste por todo o país é uma exacerbação de forças de segurança como ;nunca antes vista na história deste país;. A demonstração de força intimidadora segue a cartilha ditada pelos dirigentes da Fifa. Para tal show de segurança, os gastos ultrapassaram todas as barreiras. Não se sabe, exatamente, quanto foi despedido nesse item. O que se sabe, até agora é que os gastos públicos totais com a realização do evento Copa da Fifa andam em torno de R$ 35 bilhões, apontando para cima. As estimativas finais projetam que a realização do torneio vá consumir perto de R$ 65 bilhões do dinheiro público. Curioso mesmo é notar que, para a segurança da Fifa Fan Fest, em Taguatinga, o efetivo anunciado era em torno de 1.800 policiais militares para fazer a segurança do local. Nesse mesmo dia, nas várias festas juninas realizadas pela cidade, encontrar um policial por perto era mais difícil do que acertar na loteria. Mesmo assim, a galera vibra!


A frase que foi pronunciada
;A paz é a única forma de nos sentirmos verdadeiramente humanos.;
Albert Einstein


Prólogo
João Manoel entrava na adolescência. Passou quase um ano na Alemanha. Um dia, andando pelo Eixo Monumental, perguntou: ;Clube do Choro é um clube de autoajuda?;.

Introdução
Anos depois, o Clube do Choro realmente se transformou em uma escola de referência mundial. É uma espécie de autoajuda para os brasileiros que buscam na arte e na educação o resgate social, artístico e a projeção internacional.

Escola
Hoje, a Escola de Choro Raphael Rabello tem 1.100 alunos, sendo que mais de 300 estudam absolutamente de graça. Para manter a matrícula, é preciso dedicação, esforço e alcance aos objetivos didáticos.

Acontece
No último sábado de cada mês, os estudantes se reúnem embaixo das árvores e formam grupos por afinidade. Ali o choro é alegria. O violão na base, o cavaquinho na harmonia, o bandolim ditando a melodia, a flauta voando no contraponto e o pandeiro marcando o passo. Ali e acolá o som do violino dá a dica da progressão da roda.

Divulgação
Músicos por todo o país e brasileiros no exterior divulgam a arte do choro e o choro em arte. Do jazz se faz choro, do samba nasce o choro e o choro verde e amarelo brota com as notas do Hino Nacional. É coisa boa e contagiante.

Futuro
Um dos projetos do Clube do Choro é a parceria com a UnB para a nova utilização do espaço no subsolo. Ali será acomodado todo o acervo sobre o choro no Brasil. Desde livros, CDs, LPs até filmes, ocumentários e shows gravados. Todos os que já participaram de apresentações no clube terão ali o nome registrado.

Projeção
Outro plano é um documentário sobre a trajetória do Clube do Choro e o que ele plantou Brasil adentro e mundo afora. Os músicos famosos que divulgam a arte de chorar com talento e felicidade.


História de Brasília

Aliás, em boa hora, porque assim evita o que está acontecendo. A Casa São Paulo, na Quadra 106, está vendendo leite a 40 cruzeiros, o que, efetivamente, é um abuso, uma exploração. (Publicado em 20/7/1961)

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