Mexicanos comemoram 0 x 0

Mexicanos comemoram 0 x 0

Torcedores reunidos na representação diplomática dos adversários do Brasil em Brasília festejam o empate sem gols contra a Seleção Canarinho. O evento foi prestigiado por seguidores da El Tri e por brasileiros

» THAÍS PARANHOS » KELLY ALMEIDA » ROBERTA PINHEIRO » MARYNA LACERDA Colaborou Manoela Alcântara
postado em 18/06/2014 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)


Os sombreros e as máscaras de profissionais da luta-livre invadiram a cidade. Eles estavam em bares, no Taguaparque e na Embaixada do México. Envoltos na bandeira do país natal, mexicanos assistiram ao jogo contra a Seleção Brasileira em diversos pontos da capital. Alguns estavam no Distrito Federal por não ter conseguido ingresso para a partida no Estádio Castelão, em Fortaleza. Outros se encantaram com Brasília e decidiram procurar um espaço onde pudessem compartilhar a torcida com os pares. Na Embaixada do México, cerca de 200 pessoas se reuniram em um evento com direito a telão, televisores, comidas e bebidas típicas.

O clima na sede da representação diplomática era de confraternização. Bandeiras do México dividiam espaço com as do Brasil. As brincadeiras fizeram parte de uma provocação saudável. Porém, a comemoração final foi deles. O empate em 0 x 0 fez os apoiadores da El Tri vibrarem. Desde o começo, eles torciam pelo resultado por alegar a manutenção do clima amistoso entre as torcidas. Casado com uma mexicana, o supervisor de hotelaria Adriano Teles, 34 anos, ficou feliz com o resultado. ;Agora, estou bem tranquilo, pois está todo mundo feliz;, brincou, ao lado da esposa Mariana Gutierrez, 28, que acompanhou a partida aos gritos de Sí, se puede.

A estrutura montada pela embaixada do México no Brasil contava inicialmente com a participação dos funcionários, mas foi aberta ao público. Pessoas de todas as partes do DF saíram de casa para compartilhar o clima da partida na sede da representação. Os visitantes foram recebidos com sanduíches de queijo e presunto e de carne de porco. Esse último conhecido como cochinita pibil, uma comida típica. Para beber, refrigerante e água de flor da Jamaica. Os amigos Jéssica Fernanda, 19 anos, e André Cardoso, 21, saíram de Santa Maria para aproveitar a festa. ;Temos simpatia pelo país desde pequenos. Gostamos da cultura, das novelas, das músicas, das comidas;, diz Jéssica.

Um dos mais empolgados na torcida mexicana, Jorge Trujillo, 24 anos, chegou à embaixada animado. Depois de ter visto o México jogar contra a seleção de Camarões, em Natal; ter acompanhado Uruguai e Costa Rica, em Fortaleza; ele chegou a Brasília para assistir à partida de Suíça e Equador. Fica na capital até amanhã e não podia perder a companhia dos hermanos durante a partida contra o Brasil. ;Os ingressos estavam muito caros e, por isso, não fiquei em Fortaleza. Mas queria estar com os mexicanos, mesmo assistindo pela tevê;, disse.

A enfermeira mexicana Hellen Nava, 27 anos, mora na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e está em Brasília com um grupo de colombianos. Foi almoçar em um restaurante mexicano e viu o cartaz sobre o jogo na embaixada. ;Vim para o Brasil por causa da Copa, mas não consegui os ingressos. Assistir aqui foi muito divertido;, afirma.

Turismo

Alguns visitantes também viram o Mundial como uma oportunidade de fazer um tour pelo Brasil. Leonardo Sanchez, 24 anos, está na cidade há 10 dias e conheceu vários pontos turísticos: a Catedral, os palácios do Planalto, do Buriti e da Alvorada. O lugar que mais gostou, no entanto, foi o Pontão do Lago Sul. ;É um espaço lindo para caminhar e as pessoas daqui me trataram muito bem;, elogiou. Daqui, segue para Minas Gerais. Ao ouvirem o hino do país no início da partida, os mexicanos presentes na festa não contiveram a emoção nem se calaram diante dos gritos dos brasileiros.

Os amigos mexicanos Marimar Huizar, 27 anos; Alonso Valencia, 28, e Abril Huizar Coloso, 21, se encantaram com a receptividade dos brasileiros. Eles moram em Los Angeles e desembarcaram no Rio de Janeiro na quinta-feira. Chegaram a Brasília anteontem e ainda viajam para Fortaleza e Recife para acompanhar os jogos da primeira fase. Eles consideram o brasileiro um povo muito hospitaleiro. ;Estamos nos divertindo muito;, contou Alonso. Mesmo não conhecendo a cidade, conseguiram circular sem dificuldades pela capital. Além disso, as opções de mobilidade agradaram. ;O aeroporto é organizado, andamos de metrô com facilidade;, avaliou Marimar.



Forcinha

O canto ;Si, se puede; é entoado por diversas torcidas hermanas. Parecido com o Eu acredito, grito de guerra do Atlético Mineiro, foi bastante usado pelos equatorianos no jogo contra a Suíça, no último domingo, no Estádio Mané Garrincha.

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