Agora, é com Brasília

Agora, é com Brasília

postado em 18/06/2014 00:00
Ainda invicta, mas sem 100% de aproveitamento, a Seleção Brasileira jogará em Brasília, na segunda-feira, pela classificação às oitavas de final, diante de Camarões. Apesar do tropeço diante do México, os comandados de Luiz Felipe Scolari ainda estão em situação confortável. Independentemente do placar de hoje, entre Camarões e Croácia, na Arena Amazonas (veja reportagem na página 7), o time verde-amarelo poderá atuar pelo empate.

No Estádio Nacional Mané Garrincha, Brasil e Camarões se enfrentarão às 17h. A expectativa é de casa cheia no confronto. Na estreia da arena candanga, domingo passado, no duelo entre Suíça e Equador, o público presente foi de 68. 351, o maior da novo estádio.

Na programação da Seleção Brasileira, a delegação deixará o Rio de Janeiro às 20h30 deste sábado e deve dar entrada no Hotel Brasília Palace, na capital federal, às 23h. No domingo, haverá treino no Mané Garrincha às 18h30.

Análise da notícia
Em vez de juntar, espalhou


Marcos Paulo Lima
Felipão teve sensibilidade. Notou no intervalo que precisava mudar o time. Porém, o sexto sentido do treinador o traiu. O meio de campo precisava de compactação, de aproximação ; uma das chaves para o título da Copa das Confederações. Em vez de juntar, Scolari espalhou. A entrada de Bernard no lugar de Ramires afrouxou a marcação. O México achou espaço nas costas dos dois laterais e notou Luiz Gustavo vulnerável. A partida não pedia um menino com alegria nas pernas. Reivindicava um jogador versátil, capaz de acrescentar o que Hulk dava ao time ; equilíbrio, força na marcação e pulmão para se aproximar do ataque. Sem o ;super-herói;, boas apostas na volta para o segundo tempo seriam Fernandinho, Hernanes ou Willian. Com esse último, a Seleção ganharia o entrosamento com Oscar e criatividade. O tempo que está sobrando na Granja Comary para mudar a cor do cabelo deve ser trocado por treinos táticos, bola rolando, variações capazes de surpreender. Por que Fred por Jô? Que tal Neymar, o 10 Neymar de falso 9? Na Alemanha, Klose senta no banco e Thomas Muller faz gols. O tempo é curto não só para resgatar a compactação, mas, principalmente, para se reinventar. Os buracos táticos que ameaçam, sim, afundar o Brasil na primeira fase, o que não ocorre desde 1966, precisam ser fechados. Do contrário, a família Scolari fará justiça bem cedo com a geração de 1950. Afinal, Barbosa & Cia. ao menos chegaram à final.

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