Bélgica decepciona, mas ganha

Bélgica decepciona, mas ganha

postado em 18/06/2014 00:00
 (foto: Christopher Simon/AFP)
(foto: Christopher Simon/AFP)


Depois de passar invicta pelas Eliminatórias Europeias ; oito vitórias e dois empates ;, a Bélgica chegou ao Brasil com a promessa de ser uma das sensações da Copa do Mundo. Mas, a julgar pela estreia contra a Argélia, pelo Grupo H, os belgas precisam mostrar muito mais futebol para se candidatarem a ficar entre os melhores do Mundial. Os Red Devills tomaram um susto dos argelinos e só conseguiram a virada no segundo tempo, vencendo por 2 x 1, ontem, no Mineirão.

Com um esquema defensivo, mantendo os 11 jogadores atrás da linha da bola, o técnico Vahid Halilhodzic deu a entender, desde o primeiro minuto, que um empate seria um grande resultado para a Argélia. Os belgas, por sua vez, pareciam não se esforçar para fugir da marcação e se contentavam em trocar passes laterais no meio de campo, mesmo contando com jogadores de qualidade, como Courtois (Atlético de Madri), Van Buyten (Bayern de Munique), Kompany (Manchester City) e o craque Hazard (Chelsea).

No primeiro tempo, a equipe do técnico Marc Wilmots manteve 73% da posse de bola, mas não exigiu muito do goleiro M;Bolhi. Axel Witsel teve as melhores chances da Bélgica em dois chutes de fora da área, aos 21 e aos 35 minutos, mas M;Bolhi defendeu com segurança.

Enquanto isso, a Argélia seguia seu plano de jogo à perfeição e, no primeiro contra-ataque, surpreendeu o adversário. Aos 25, Mahrez recebeu ótimo lançamento pela esquerda e cruzou na medida para Feghouli, que foi puxado por Vertonghen na área. Pênalti que próprio Feghouli cobrou para abrir o placar.

Mudanças

Com a desvantagem no placar, Wilmots colocou em campo, para o segundo tempo, o atacante Fellaini, do Manchester United, e o meia Mertens, do Napoli. ;No intervalo, escrevi no quadro: ;Nosso banco vai fazer a diferença;. Foi isso que aconteceu;, explicou o treinador, após o jogo.

As mudanças deram certo, e, com mais uma referência na área e mais qualidade no meio, a Bélgica encontrou espaços pelos lados e começou a assustar M;Bolhi. O empate veio com Fellaini e sua famosa cabeleira. De Bruyne recebeu na esquerda, olhou para a área e mandou para o atacante, que subiu mais alto do que a zaga e desviou. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar.

O gol foi uma ducha de água fria para os argelinos, que já mostravam sinais de cansaço. Aos 35, Hazard, o craque do time belga, mas sumido até então, usou a velocidade para armar um ótimo ataque. O meia do Chelsea puxou a marcação para a esquerda e lançou na direita Mertens, que recebeu e fuzilou. Com a virada, a torcida belga, que viajou em bom número a Belo Horizonte, explodiu de alegria e, principalmente, de alívio. A estreia ensinou aos belgas uma importante lição: só o favoritismo não ganha jogo.

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