A capital da Colômbia é aqui

A capital da Colômbia é aqui

Uma invasão tricolor tomou conta do DF. Fãs do time sul-americano foram encontrados não só no Plano Piloto, como no Guará e em Taguatinga. Mas também houve espaço para torcedores da Costa do Marfim aparecerem antes da partida de hoje

(Ariadne Sakkis, Kelly Almeida, Matheus Teixeira, Thaís Paranhos e Carolina Samorano)
postado em 19/06/2014 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)






Passeie por Brasília ; ou melhor, pelo Distrito Federal ; e dê como certo o encontro com pelo menos um colombiano. Depois de lotarem as ruas de Belo Horizonte, onde viram a seleção da Colômbia bater a Grécia por 3 x 0, os latino-americanos chegaram aos montes à capital federal. Alegres e festeiros, apostam que Brasília trará sorte na partida contra a Costa do Marfim, que pode ser decisiva para os o time deles carimbarem a classificação às oitavas de final. São esperados 40 mil torcedores do país na cidade.

O circuito turístico clássico de Brasília ficou colorido de amarelo, azul e vermelho. Tanto que, do Memorial JK até a Praça dos Três Poderes, ouve-se mais o espanhol do que o português. Os vizinhos não se acanharam em demonstrar a felicidade por poder acompanhar o retorno do país à uma Copa do Mundo. ;Tem sido maravilhoso. O fato de ser no Brasil torna o Mundial ainda mais importante para nós. Nos sentimos em casa. As pessoas nos tratam muito bem, torcem conosco;, avaliou Fredy Niño, 48 morador da cidade de Cucuta. Ele aproveitou a ocasião para trazer os dois filhos, Fredy e Fabian, ao Brasil pela primeira vez.

A família fez um city tour com outros compatriotas. ;Seremos ;campeones;;, gritava o torcedor inveterado que atende apenas pelo nome de Tatareto. Carlos Alberto Roa, 51 anos, veio a Brasília movido pelo amor ao futebol. Aproveitou a chance de viajar com os dois filhos, Carlos, 19, e Andres, 22, além do amigo César Rincón, 51. ;É uma experiência incrível. Belo Horizonte foi fantástico e tenho certeza de que Brasília também será;, afirmou, antes de elogiar a beleza de Brasília. A única ressalva do grupo foi a falta de pessoas fluentes em espanhol no país. ;Ainda assim, as pessoas tentam ajudar, entender;, completou César.

Festa

A espera da chegada do time da Colômbia para o reconhecimento do campo do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi uma prévia da festa que os torcedores farão caso o placar saia favorável ao país sul-americano. Ao som do hit de sucesso do carnaval de Barranquilla, cidade ao norte da Colômbia, pelo menos 300 torcedores cantaram e dançaram até o ônibus entrar no estádio. ;Viemos aqui porque amamos a nossa seleção, queremos ver a vitória;, anunciou Virgínia Lorena Cortez, que ensinou a fazer a coreografia da música Serrucho (Veja vídeo no site www.correiobraziliense.com.br).

Em clima amistoso, o administrador de empresas Carlos González posou com compatriotas e ao lado do marfinense Eric Billy Kolai, 36 anos. ;Hoje (ontem), somos amigos. Amanhã (hoje), seremos adversários, mas só dentro de campo;, brincou Eric. O professor de línguas mora na capital há sete anos e ficou feliz quando soube que a seleção de Costa do Marfim jogaria por aqui. ;Estamos muito ansiosos e vamos ao estádio apoiar a equipe. Drogba, que é o craque do time, está machucado, mas vai fazer um sacrifício para ganharmos;, afirmou.

Fora do Plano Piloto, apareceram colombianos fazendo compras na Feira do Guará, circulando pelo comércio do Núcleo Bandeirantes, assistindo a jogos em Taguatinga, como o casal de namorados Ana Maria Chaves, 28 anos, e Andres Perez, 29. A capital foi a única cidade sede escolhida por eles para passar alguns dias durante o Mundial. Ontem, os dois preferiram ver as partidas do dia no Taguaparque, mas reclamaram da distância para o centro da capital. ;É difícil de chegar aqui para quem não conhece. Os brasileiros ajudam muito, mas nos perdemos porque o metrô é longe;, questionou Ana Maria.

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