Ministro no alvo

Ministro no alvo

postado em 19/06/2014 00:00
A sessão da CPI do Senado destinada a apurar denúncias de irregularidades na Petrobras foi marcada, ontem, por ataques ao ministro do Tribunal de Contas da União José Jorge ; que é relator da fiscalização sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela estatal. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), pediu o afastamento do ministro da relatoria dos processos da Petrobras.

;Eu estou constrangendo mesmo esse cidadão porque, na verdade, ele deveria ter se declarado suspeito para ser relator de quaisquer processos relativos à Petrobras, exatamente por ter sido ministro de Minas e Energia e presidente do conselho da Petrobras;, afirmou Costa.

Segundo o parlamentar, José Jorge deveria se declarar como ;suspeito;, porque é réu numa ação que apura prejuízo sofrido pela estatal brasileira numa operação com a Repsol-YPF. Sob a alegação de que relata no tribunal processos relacionados à compra da refinaria de Pasadena, Jorge encaminhou ofício à CPI declarando-se impossibilitado de atender ao convite aprovado pela comissão.

O relator da CPI, José Pimentel (PT-PE), recorreu à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para consultar se ministros do TCU podem se negar a prestar depoimento a CPIs. Para o parlamentar,por não pertencer a um órgão do Judiciário, Jorge não pode se valer da regra aplicada aos magistrados, que não podem ser inquiridos por comissões de inquérito. Assim, o ministro poderia ser ouvido em sessão reservada.

Apenas cinco senadores aliados do governo ouviram o depoimento do gerente de Engenharia de Custos da Petrobras, Alexandre Rabello. Na maior parte do tempo, o funcionário não respondeu às perguntas por não serem da sua área de competência.

Em relação ao suposto superfaturamento na refinaria de Abreu e Lima (PE), Rabello defendeu os valores. Para ele, a estimativa de investimento da obra ;teve valores compatíveis com os (preços) de mercado;. Segundo ele, o custo da unidade, previsto em US$ 2,4 bilhões (R$ 5,6 bilhões), foi apresentado pela área de Abastecimento da estatal, comandada à época por Paulo Roberto Costa.(DG)

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