Africanos na área

Africanos na área

postado em 19/06/2014 00:00
Entre as camisas amarelas e vermelhas da Colômbia nas ruas da capital, tímidas bandeiras e faixas laranjadas despontaram aqui e acolá. Uma amostra de que a Costa do Marfim também estará representada na arquibancada da arena, mesmo que em minoria. A expectativa é de que apenas 100 deles apareçam. Ontem, durante o treino do time, alguns deles foram apoiar os jogadores. Os primeiros marfinenses só apareceram lá pelas 14h, momentos antes de a equipe africana chegar para o turno de treinamento.

Richard Djerehe, 60 anos, tem 100% de certeza de que o atacante Didier Drogba trará novamente a vitória para a seleção. Ele está no Brasil há 20 dias e vem acompanhando a Costa do Marfim por todos os lados. Daqui, segue para Fortaleza, onde o time enfrenta a Grécia em 24 de junho. Mas diz que leva boas lembranças dos dias na capital ; nem tanto dos preços. ;Tudo é muito caro, mas as pessoas são muito gentis;, diz o torcedor. Ele, embora marfinense, mora na Guiana Francesa e visita o Brasil já pela quinta vez. Esteve no Rio de Janeiro em três oportunidades, mas não se importaria em ir de novo caso a seleção chegasse à decisão. ;Se a Costa do Marfim for para a segunda fase, fico até o fim;, garante o torcedor.

Akpeubi Yves, de 28 anos, e Djerehe Jonatham, de 16, se conheceram em Brasília. Os dois também estavam na porta do Mané Garrincha esperando ver a seleção. Yves viajou 45 horas até o Brasil para acompanhar o time. Foi para Rio, Belém e Recife antes de chegar a Brasília e, na terça-feira, vai para Fortaleza. Jonatham segue o mesmo roteiro. ;Brasília é uma cidade linda, de pessoas muito amigáveis e mulheres lindas;, elogia. Os dois estavam acompanhados do conterrâneo Eric Billy, que mora no Brasil há sete anos ; segundo ele, primeiro em função do trabalho na embaixada; depois, ficou por opção. ;O time está bom, vamos ganhar com certeza;, garantiu.

Torcida internacional

Na mistura de países e torcidas que configura a festa em frente ao estádio, até o camaronês Tonda Patrice, de 40 anos, que mora na França, manifestou a torcida pelos marfinense. No Brasil para ver os jogos da seleção camaronesa, que joga na segunda-feira contra o Brasil, no Mané Garrincha, ele uniu a bandeira de Camarões à da Costa do Marfim. ;O Brasil tem mulheres lindas. Mais lindas que as francesas. Menos a minha mulher, que é linda também;, brincou.

Hamidou Touré, funcionário da embaixada do país, e a mulher, a brasileira Michelle Touré, também tentavam avistar a seleção do país africano na saída do estádio. Embora ele não more mais no Brasil, vai e volta o tempo inteiro para visitar a família da esposa. ;Enquanto Brasil e Costa do Marfim ainda não se enfrentarem, torcemos juntos;, disse.

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