Laranja da terra

Laranja da terra

A marca austríaca KTM chega ao Brasil com disposição para a briga: traz uma linha de modelos fora de estrada e para asfalto, incluindo nakeds urbanas e superesportivas

» Téo Mascarenhas
postado em 19/06/2014 00:00
 (foto: Fotos: KTM/Divulgação)
(foto: Fotos: KTM/Divulgação)

A tradicional marca austríaca KTM, especialista em modelos do tipo fora de estrada, mas que já tem um pé no asfalto, anunciou no último dia 4 o desembarque oficial no Brasil, produzindo uma parte de sua linha em Manaus, em cooperação com a nacional Dafra, além de importar outra parte, antes de iniciar o processo de nacionalização. Conhecida por adotar a berrante coloração laranja em seus modelos, a KTM encerrou a conturbada ligação com o antigo importador para se transformar em subsidiária e reverter a imagem arranhada com a problemática de abastecimento e, principalmente, de pós-vendas.

Os primeiros três modelos nacionais começarão a ser produzidos em novembro e comercializados a partir de dezembro. Inauguram a linha brasileira os modelos de enduro que fizeram a fama nas trilhas e competições do país. A 250 EXC-F, equipada com motor do tipo quatro tempos, injeção eletrônica de combustível e partida elétrica; a 350 EXC-F, também com motor do tipo quatro tempos e mesmo quadro, além do modelo 300 EXC, com motorização do tipo dois tempos, mas dotada de partida elétrica compacta e leve que manteve o peso pena de pouco mais de 100kg a seco.

Um dos pilares da marca são as competições, especialmente no enduro, rali e motocross, com direito até à provocativa e nada modesta frase ready to race (pronta para competir), com um currículo de diversas vitórias no Paris-Dakar e inúmeras outras provas e campeonatos. Competições que também vai apoiar e participar no Brasil, como marketing principal. Entretanto, para não ficar totalmente vinculada à poeira, também produz modelos para o asfalto, que serão nacionais.

Em abril de 2015, começa a comercializar o modelo 390 Duke e, em maio, a 200 Duke.Com visual agressivo, suspensões e freios sofisticados, a 200 Duke, com motor de um cilindro refrigerado a água, desenvolve respeitáveis 26cv. Esse modelo, que esteve exposto no Salão das Duas Rodas de 2011, é fruto da cooperação com a marca indiana Bajaj, que, por meio de sucessivas investidas, hoje detém a expressiva participação de 49% da empresa.


Para ocupar espaço
A 390 Duke segue a mesma linha de sofisticação e performance e também conta com motor de um cilindro, refrigerado a água, que desenvolve 43,5cv. A 390 Duke vai ocupar um espaço inexplorado do mercado, que não conta com modelos desta cilindrada.

No segundo semestre de 2015, chegam, em regime de CKD (completamente desmontadas, para serem montadas aqui), os modelos de motocross 250 SX-F e 350 SX-F. Ambos com motor de um cilindro do tipo quatro tempos. A marca também vai trazer, só que importados, a partir de dezembro, os modelos de minicross SX 50 e SX 65 para incentivar a formação de novos pilotos. Também importados, a partir de dezembro, chegam os modelos esportivos e as big trails, que vão pôr lenha na fogueira do segmento.

O modelo carenado superesportivo RC8R 1190 é um verdadeiro canhão, com motor de dois cilindros em V e 175cv. O modelo esportivo RC 390 ABS é uma espécie de mini RC8R que desenvolve 43cv, enquanto a naked Super Duke 1290R, com dois cilindros em V, rende nada menos que 180cv.

As linhas Trail 1190 Adventure R ABS e 1190 Adventure ABS contam com motor que gera 148 cv e são ideais para enfrentar qualquer distância sem escolher o piso. Os modelos ainda não têm os preços definidos e a comercialização será em revendas exclusivas (Flagships/Full Range), para as motos fora de estrada e de maior porte, e em parceria com a rede Dafra (Dual Brand), para os modelos 200 Duke, 390 Duke e RC 390.


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