Com visual e jeito de fora de estrada

Com visual e jeito de fora de estrada

» Téo Mascarenhas
postado em 19/06/2014 00:00
 (foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)
(foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)

São Luiz do Paraitinga (SP) ; Dividindo motor, quadro, freios, painel e rodas com as irmãs CB 500F (urbana) e CBR 500R (esportiva), mas com proposta aventureira, a nova Honda CB 500X é a mais versátil da família, completando o triunvirato. O modelo segue a linha das fora de estrada na aparência e na posição de pilotagem, porém conserva características de asfalto, numa mistura que permite transitar nas ruas, estradas e até na terra, sem abusar. Para encarar a poeira, a suspensão dianteira foi ajustada, ganhando mais 20 milímetros e passando para 140 milímetros de curso. Além de suportar melhor as irregularidades do piso, essa mudança também acarretou outras.

O guidão ficou mais alto, deixando o piloto melhor acomodado, com uma postura mais relaxada. Para completar a porção fora de estrada, o banco, embora tenha dois níveis, não é bipartido como nas irmãs, mas em peça única, para ajudar na movimentação. Além disso, os pneus têm desenho ligeiramente mais versátil, mas com a mesma medida dos outros modelos. A aptidão para a terra se encerra ao verificar que as rodas têm 17 polegadas de diâmetro, além de serem em liga leve, características mais apropriadas para o asfalto, assim como o escape longo, cromado e em posição mais baixa e vulnerável.

A mistura de estilos, entretanto, não produziu um Frankenstein, mas uma moto com estilo marcante, nitidamente inspirada na prima maior, a NC 700X, que tem para-lama dianteiro do tipo bico de pato e também é comercializada em nosso mercado. Apta para rodar no asfalto, com uma posição de pilotagem mais relaxada, ela pode encarar trechos mais longos de estrada, por exemplo. Para tanto, o tanque de combustível foi aumentado em um litro em relação às irmãs, totalizando 17 litros, o que proporciona uma boa autonomia. Outra providência que ajuda na tarefa de rodar em velocidades mais elevadas é o pequeno para-brisa, embora não faça milagre.

O motor é comum às irmãs, dentro da política de máximo compartilhamento de componentes (55% das peças são comuns aos três modelos) para reduzir custos de desenvolvimento e produção. Ele é um dois cilindros paralelos, com 471cm; de cilindrada, injeção eletrônica e refrigeração líquida, que desenvolve potência de 50,4cv (a 8.500rpm) e torque de 4,55kgfm (a 7.000rpm). De funcionamento extremamente suave e redondo, o propulsor possibilita boas retomadas e uma velocidade de cruzeiro que não se intimida com subidas, embora não chegue a ser propriamente uma usina de adrenalina. É que, para atender a propostas tão distintas, ele tem que fornecer desempenho intermediário.

O sistema de freios tem uma curiosidade. Fixado diretamente na roda, o disco dianteiro tem 320mm de diâmetro e aproveita o miolo no processo de fabricação para virar o freio da roda traseira, com 249mm de diâmetro. Além disso, o conjunto conta com a opção do sistema ABS, porém com frenagem independente, sem o sistema combinado entre as rodas e sem a possibilidade de desligá-lo para rodar na terra. O painel é inteiramente digital e o peso a seco do modelo Standard é de 180 quilos, com preço sugerido, sem frete, de R$ 23.500. Com freios ABS, ela tem peso a seco de 182 quilos e preço sugerido de R$ 25 mil, também sem frete.

O jornalista viajou a convite da Honda



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