Destruição em Taguatinga

Destruição em Taguatinga

Incêndio tomou conta de galpões de loja de móveis, mas não houve feridos. Um dos diretores do comércio afirmou que ainda não há como calcular o prejuízo

Ailim Cabral
postado em 26/06/2014 00:00
 (foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)


O incêndio que destruiu quatro galpões de depósito de uma loja de móveis em Taguatinga, na tarde de ontem, deixou os comerciantes da área em pânico. Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, cerca de 3 mil m; foram atingidos pelo fogo, mas ninguém ficou ferido. As primeiras chamas foram vistas por volta das 14h, no comércio localizado na QI 15 de Taguatinga Norte. O gerente conferente Raimundo Costa, 24 anos, percebeu o princípio de fogo em uma das construções e chamou colegas para tentar conter o fogo com os extintores e mangueiras do local.

;Estava descarregando material em um dos galpões quando vi a labareda. Chamei o pessoal, pegamos as coisas para tentar apagar, mas não adiantava mais. O fogo já estava muito forte;, contou, enquanto tentava se acalmar. Quando perceberam que não seria possível debelar o incêndio, acionaram os bombeiros ; que chegaram lá com cerca de 80 homens.
;Foi assustador. Saímos correndo, tiramos os carros que estavam perto e tentamos retirar alguns produtos de lá;, acrescentou Raimundo. Outros funcionários da loja observavam a ação dos bombeiros, alguns com os olhos cheios de lágrimas e ainda com medo, e se declararam muito nervosos para falar sobre o assunto.

A Polícia Militar, com auxílio do Departamento de Trânsito e dos bombeiros, isolou um perímetro de 200m em volta do local, que muitas pessoas tentavam furar. Alguns, apenas para observar, outros, tentando entrar nas lojas para resgatar mercadorias. Petrônio de Sousa Cavalcanti, 37 anos, proprietário de uma banca da Feira dos Goianos, que fica próxima ao local do incêndio, retirou todos os seus produtos. ;Eu vou torcer para que o fogo seja controlado, mas isso é muito triste. É uma sensação de medo, não tem nada que podemos fazer;, lamentou, em meio a sacos de lixo que usou para transportar seu estoque e antes de ver o fogo ser extinto, por volta das 17h. Ainda não se sabe o que causou o incidente.

A fumaça, que podia ser vista de até 20km de distância, assustou o feirante Francisco Wilson Dantas, 36 anos, dono de uma banca próxima ao depósito cerca de seis metros. Ele conta que a situação foi desesperadora. ;Fiquei muito preocupado e retirei logo meu estoque. Mas Deus ajuda e acho que tudo vai ficar bem;, afirmou, atordoado. Algumas pessoas choravam em meio à multidão, assustadas com a altura das labaredas. No fim da tarde, a Polícia Militar informou que o fogo estava controlado, mas os bombeiros seguiram trabalhando para extinguir os focos menores de incêndio até as 19h.

A Companhia Energética de Brasília (CEB) teve que desligar parte da rede elétrica, por precaução. Assim, os moradores das QNS 1 a 23, CNS 1, 2 e 3 e QNH 2 a 11 ficaram sem luz até o início da noite de ontem. Segundo Donizeti Antônio Filho, 58 anos, um dos diretores da loja de móveis onde o fogo começou, afirmou, às 21h30 de ontem, que tudo estava sob controle, e que não tinha como falar sobre prejuízos. ;Seria irresponsabilidade da minha parte. Temos que fazer o levantamento do que foi perdido e esperar pela perícia para arriscar um número.;

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