Operação financeira às pressas

Operação financeira às pressas

DIEGO AMORIM
postado em 26/06/2014 00:00
Uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo no Brasil, até agora, ocorreu fora de campo e não teve relação alguma com os temidos protestos. Na noite de ontem, um avião fretado pousou na Base Aérea de Brasília e, cercado por carros da Polícia Federal, despachou, ao que tudo indica, a grana para que a seleção de Gana não abandonasse o Mundial. O valor? US$ 3 milhões, o equivalente a R$ 6,6 milhões.

Pelas regras da Receita Federal, quem desembarca no Brasil com quantias acima de R$ 10 mil deve declarar o valor. No caso da grana dos africanos, não só pelo montante da transação, mas por se tratar de uma emergência, o governo brasileiro teria de ser obrigatoriamente comunicado da remessa, sem pagamento de multa ou tributação. Na noite de ontem, o Correio não conseguiu contato com o Banco Central.

Além da possibilidade de um avião ganense ter trazido o pagamento dos jogadores às pressas, o aparente desfecho do caso pode ter seguido um trâmite mais tradicional. Ou seja, a Associação Ganesa de Futebol acionou o sistema bancário daquele país para pagamento no exterior, a partir de uma transação eletrônica, como qualquer outra transferência, a não ser pelo alto valor.

Se confirmada essa segunda possibilidade, algum banco brasileiro foi acionado para concretizar o pagamento aos jogadores em Brasília. Porém, como é praticamente impossível uma agência ter disponível o montante em espécie ; seja real, dólar ou euro ; o Banco Central, que tem cofres em algumas cidades do país e abastece as instituições financeiras, pode ter entrado na jogada para disponibilizar a quantia.

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