EUA favorecem o saldo de junho

EUA favorecem o saldo de junho

» PAULO SILVA PINTO
postado em 02/07/2014 00:00
O governo comemorou, ontem, os números da balança comercial de junho, embora analistas vejam o resultado com ressalvas. O superavit de US$ 2,36 bilhões foi 2,5% superior aos
US$ 2,31 bilhões de igual período de 2013. A performance ajudou a reduzir o deficit no acumulado do primeiro semestre, que ficou em US$ 2,49 bilhões, ante os US$ 3,1 bilhões de mesmo período do ano passado.

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro Castro, um aspecto preocupante, porém, é que a melhora conseguida em junho e no primeiro semestre se deveu à queda mais acentuada nas importações do que a redução nas exportações. Ele destacou o caso dos bens de capital, cujas compras recuaram 17,7% em junho, comparando-se com o mesmo mês do ano passado. Em maquinaria industrial, houve tombo ainda maior: 29,5%. ;Isso representa queda de investimentos e, consequentemente, da competitividade requerida para exportar mais;, alertou.

O ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, viu no resultado de ontem aspectos positivos, não só pelo agregado, mas pelo fato de as exportações para os Estados Unidos terem avançado. ;Isso compensou em parte a diminuição das vendas para a
Argentina;, destacou, ao comentar o resultado da balança, pouco antes de seguir para uma reunião com o colega da Fazenda, Guido Mantega. Sem dar detalhes, não escondeu que a situação do país vizinho seria discutida. ;A pauta será caliente;, brincou.

As vendas para o mercado norte-americano somaram US$ 12,79 bilhões no primeiro semestre, uma ampliação de 11,4% sobre mesmo período do ano passado. Para a Argentina, foram de
US$ 7,42 bilhões, queda de 19,8%. ;Vender para os EUA é sempre bom, porque é o maior mercado do mundo e uma vitrine para compradores de outros países; comentou Castro.

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