Acordos garantem o consumo

Acordos garantem o consumo

postado em 02/07/2014 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

Os bares e restaurantes lotados em dias de jogos do Brasil não refletem a totalidade do DF. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes DF (Abrasel-DF), Jaime Recena, os turistas da Copa não conseguiram substituir o público de negócios que consomem nos estabelecimentos da cidade. Quem está no centro e investiu em televisores, decoração e atrações para as partidas consegue ter um bom retorno, mas algumas casas ficam vazias.

No Sudoeste, alguns estabelecimentos firmaram convênios com embaixadas e federações e garantem público alto. Outros apostam em shows e televisores de alta qualidade para atrair os clientes. A estratégia de William Martins, 35 anos, proprietário de um restaurante na Asa Norte, foi oferecer serviços diferentes aos turistas. Além da boa localização, ele aumentou o número de garçons em 30%, mantém seis televisores com transmissão dos jogos e ainda contratou um DJ e atrações musicais para os dias em que Brasília sedia as partidas. ;Tivemos um aumento de 50% no público. O movimento é melhor antes, durante e depois dos jogos no estádio. Tem muitos estrangeiros na cidade e eles consomem bem, não sentam só para ver o jogo;, relata.

Ontem, durante a partida entre Argentina e Suíça, 15 hermanos torciam pelo time do capitão Messi diante dos televisores. Segundo Martins, o movimento se repetiu com colombianos, equatorianos e foi engrossado pelos brasileiros. ;Fizemos um convênio com os hotéis. Os turistas têm um voucher para consumir aqui. Eles vêm para conhecer e gostam;, diz.

Moradoras da cidade, as publicitárias Verônica Duarte, 28, Cecília Ribeiro, 34, e Ketlin Danielli, 36, não perdem os jogos do Mundial. Assistem a alguns em casa, espiam outros do trabalho e, quando podem, vão ao bar. A programação sempre inclui uma turma grande para torcer junta. Já chegaram a ir ao bar com um grupo de 10 a 15 pessoas. A conta passou de R$ 1 mil. ;Nós bebemos, comemos e ainda esticamos um pouco após a partida. Percebemos que alguns bares estavam vazios antes da Copa e, agora, em plena terça-feira (ontem), estão cheios;, afirma Verônica.



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