Valcke culpa governo e álcool por falta de segurança

Valcke culpa governo e álcool por falta de segurança

AMANDA MARTIMON THAÍS CUNHA
postado em 02/07/2014 00:00
 (foto: Ueslei Marcelino/Reuters
)
(foto: Ueslei Marcelino/Reuters )


Contente por já ter assistido a 15 bons jogos da Copa do Mundo que organizou no Brasil, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que a segurança nos estádios ainda preocupa. Ontem, em entrevista ao canal SporTV, ele anunciou que mais stewards (seguranças oficiais da entidade) serão acionados para as próximas partidas. O cartola, no entanto, se esquivou de responsabilidade em casos como a invasão de chilenos no Maracanã. ;Não cabe à Fifa providenciar a segurança, isso é uma tarefa do Brasil.;

Para Valcke, o trabalho dos agentes de segurança fica mais difícil em função do alto consumo de bebida nas arenas brasileiras. A venda de cerveja dentro dos estádios é uma exigência da própria Fifa, que pressionou as autoridades para que um artigo sobre o tema fosse incluído na Lei Geral da Copa. ;Fiquei impressionado com a quantidade de álcool que as pessoas beberam. Muitas estavam embriagadas, e isso pode aumentar a violência;, afirmou. Logo após o comentário, o secretário-geral lembrou que a regra também valia para outros mundiais. ;Já fizemos em todas as Copas e não tivemos problema.;

Perguntado sobre outros episódios, como invasão do campo em Alemanha x Gana e Bélgica x Estados Unidos, o dirigente anunciou que, independentemente dos times que cheguem à final, é provável que agentes de segurança de outros estádios sejam transferidos. No entanto, insistiu em amenizar as falhas ocorridas no Brasil, relembrando as previsões feitas antes da edição da África do Sul. ;Em 2010, falaram que seria um pesadelo. Nada aconteceu. Acho que a segurança foi bem controlada.;

Em defesa do Mané Garrincha
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, também foi questionado sobre a hipótese de grandes estádios da Copa virarem elefantes brancos após o Mundial. O termo fez o executivo sorrir e sair em defesa da capital federal. ;Vi as críticas a Brasília e, analisando a quantidade de eventos realizados da Copa das Confederações até hoje, vejo que é possível o estádio ser usado mesmo que não haja times tradicionais, com o apoio da CBF e de empresas privadas;, comentou. O secretário disse ter uma arena favorita no país, mas não revelou o nome da eleita. Ao ser questionado se seria o estádio candango, não confirmou nem negou. ;Só digo depois da Copa.;


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