Tubo de ensaio

Tubo de ensaio

Fatos científicos que marcaram a semana

postado em 12/07/2014 00:00

; Segunda-feira, 7
proteção anti-hpv liberada

A vacina tetravalente, que imuniza contra quatro tipos de vírus do papiloma humano (HPV), não aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos, afirmaram cientistas no Journal of the American Medical Association (Jama). O estudo foi realizado com 500 mil meninas e mulheres de 10 a 44 anos, vacinadas contra HPV entre 2006 e 2013 na Dinamarca. Essas pacientes não desenvolveram trombose venosa (ou flebite) até 42 dias depois da aplicação, período considerado mais arriscado. O artigo destaca que duas pesquisas anteriores tinham mencionado uma relação entre a vacina tetravalente Gardasil (foto), fabricada pelo laboratório Merck, e um risco maior de coágulos sanguíneos. Em 2009, os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirmaram que as pacientes tinham constatado um aumento no número de coágulos de sangue depois da imunização, desenvolvida para evitar a transmissão do HPV, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais contagiosas. Alguns tipos de HPV podem causar câncer de útero, cérebro, pescoço e ânus.

; Terça-feira, 8
Mudanças possíveis

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) apontou como alguns dos países mais poluidores, entre eles a China e os Estados Unidos, podem reduzir a concentração de carbono de suas atividades até 2050. A comunidade internacional estabeleceu como meta limitar o aquecimento a 2;C para evitar os efeitos catastróficos das mudanças no clima. Para isso, o documento destaca a importância de se tomar medidas em três grandes áreas: a eficácia energética, o que significa fazer mais com menos energia (design dos carros, materiais de construção etc.); gerar energia elétrica sem carbono (fontes renováveis, nucleares e armazenamento de carbono, entre outras); e usar combustíveis menos poluentes (eletricidade, biomassa etc.). O informe definitivo será apresentado no ano que vem e levará em conta o aspecto financeiro dessas ações.

; Quarta-feira, 9
Genes das letras e dos números

Um só conjunto de genes influencia no aprendizado tanto da leitura quanto da matemática, com minúsculas variações, revelou um estudo publicado na revista Nature Communications. Mas essa competência não é apenas influenciada pela genética, pois a educação escolar e a ajuda dos pais também são contribuintes vitais, alertaram os autores. Os cientistas estudaram dados de uma pesquisa realizada com crianças de 12 anos de quase 2,8 mil famílias britânicas. Eles compararam irmãos gêmeos e crianças sem vínculos para analisar seu desempenho em provas de matemática, interpretação e fluência de texto e, depois, compararam os genomas dos participantes. Os pesquisadores descobriram que entre 10% e metade dos genes envolvidos na leitura também são relacionados com a matemática. Minúsculas variações nesses genes compartilhados influenciam o nível das habilidades, destacou o estudo.

; Quinta-feira, 10
Prevendo o Parkinson

Distúrbios do sono podem ser um indicativo precoce do desenvolvimento do mal de Pakinson, de acordo com um estudo publicado no Journal of Parkinson;s Disease. Até 70% dos pacientes dessa doença neurodegenerativa têm problemas para dormir, com impacto negativo em sua qualidade de vida. As principais queixas são dificuldade de pegar no sono ou adormecer inesperadamente ao longo do dia. Em casos extremos, eles apresentam o distúrbio de comportamento do sono REM, caracterizado por movimentos bruscos e violentos enquanto dormem. Depois de rever estudos recentes sobre o tema, o neurologista Wiebke Schrempf, da Universidade de Dresden, na Alemanha, afirmou que esses problemas podem ser um indicativo de doenças neurodegenerativas no futuro. ;Sofrer de insônia ou de sono excessivo ao longo do dia parece um bom indicativo de Parkinson e é uma pista clínica para identificar os pacientes antes que os sintomas motores surjam. Essa é a fase em que os tratamentos oferecem mais benefícios;, disse Schrempf.

Vacina contra a dengue
Artigo publicado na revista The Lancet apresentou o resultado da fase final de uma pesquisa de vacina contra a dengue. A imunização apresentou eficácia de 88% contra o tipo mais grave da doença, o hemorrágico. Para as demais formas, o percentual de sucesso girou em torno de 56% após a aplicação de três doses, o que pode ajudar a reduzir significativamente o número de infectados, segundo informou a Agência Brasil. No estudo, conduzido pela empresa Sanofi, foram realizados testes em mais de 10 mil crianças entre 2 e 14 anos. A dengue é transmitida para humanos por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Uma última baterias de testes está sendo conduzida em países da América Latina, inclusive no Brasil, da qual participam 3.550 pessoas.

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