O pulso ainda pulsa

O pulso ainda pulsa

Amanhã é o Dia do Rock e fãs do estilo comemoram novos projetos de integrantes do Pink Floyd, Led Zeppelin e Faith No More

» GABRIEL DE SÁ » REBECA OLIVEIRA
postado em 12/07/2014 00:00
 (foto: 100concerts/Reprodução/Internet)
(foto: 100concerts/Reprodução/Internet)





A notícia caiu como uma bomba no colo dos fãs do Pink Floyd. Uma bomba ;do bem;, diga-se de passagem. Após 20 anos do último disco de estúdio, The division bell, o grupo britânico divulgou que há um novo trabalho inédito vindo por aí. The endless river, baseado em gravações feitas em 1994 por David Gilmour, Rich Wright (morto em 2008) e Nick Mason, para o álbum lançado naquele ano, tem previsão de vir a público em outubro e já causa grande expectativa.

;Eu li e fiquei desconfiado. Às vezes, rola muita conversa fiada nessas redes sociais. Achei que era piada;, conta Beto Peres, vocalista e guitarrista da Rota 69, banda cover de Pink Floyd criada há 6 anos. ;Costumo acompanhar as novidades pelo site do David Gilmour e não vi nada. Foi só quando entrei no portal da revista Rolling Stone e li a notícia que vi que a coisa era séria. Estou superfeliz e ansioso pelo que pode vir aí.;
Foi a esposa de Gilmour, Polly Samson, quem anunciou, no último sábado, via Twitter, que a trupe estava trabalhando em cima de um material inédito. Gilmour tornou-se uma espécie de líder do Pink Floyd desde a saída de Roger Waters, em 1985. Depois disso, os britânicos lançaram A momentary lapse of reason (1987) e The division bell (1994) e entraram em hiato fonográfico.

;O Division é um dos meu trabalhos favoritos do Pink Floyd e repercutiu muito bem à época. O anterior, apesar de ser um disco bom, a crítica não foi muito favorável, pois o encararam como um álbum do David Gilmour, já que tinha mesmo muitas sobras de trabalhos deles. O Division bell é mais da banda, com composições de Gilmour e Rick Wright. É um disco importante;, contextualiza Beto Peres, que costuma incluir nos shows da Rota 69 as faixas High hopes e Coming back to life.


Turnê

O sociólogo Marcos Arcuri, fã dos britânicos, também recebeu com muita alegria a notícia. E, ciente de que o álbum é baseado nas gravações de 1994, sabe muito bem o que esperar. ;Não vai ser algo tão novo, surpreendente, mas mesmo assim vai ser bom. Não ter a participação do Roger Waters também dá outro clima para o Pink Floyd;, acredita ele.

Arcuri é grande apreciador de Division bell, apesar de perceber as diferenças em relação a trabalhos anteriores do Pink Floyd, quando Waters ainda era o líder. ;Dá para sentir a influência maior do Gilmour e do Wright. O Wright, que é pianista e canta em algumas faixas, tem um estilo muito característico de tocar, voltado para o jazz. Então, ele puxa o Pink Floyd para uma sonoridade mais fluida, às vezes quase improvisada;, descreve. É essa pegada que o sociólogo prevê em The endless river.
Morto de câncer em 2008, Rick Wright era membro original do Pink Floyd, ao lado de Syd Barrett, Roger Waters e Nick Manson. A partir de 1967, David Gilmour assumiu o lugar de Barret e consolidou-se a formação mais conhecida da banda.

Após deixar o grupo, Waters teve problemas com os ex-colegas, tendo tentado, inclusive, impedi-los de usar o nome Pink Floyd. Os anos amenizaram os percalços e a trupe se reuniu novamente em 2005 para uma única apresentação. A trégua reacende a esperança de que eles ainda possam tocar juntos novamente.

250 milhões
Número de discos vendidos pelo Pink Floyd ao longo da carreira

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