Brasília-DF

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Denise Rothenburg deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 21/08/2014 00:00


Corpo a corpo sem contato
Aécio Neves, do PSDB, prioriza os eventos de rua. O mesmo faziam Eduardo Campos e Marina Silva antes da tragédia. Hoje, a candidata Marina espera apenas o desenrolar da chapa para retomar essas caminhadas. Pastor Everaldo, do PSC, e os demais candidatos também estão na mesma batida, com uma exceção: a presidente Dilma Rousseff. Em quase um mês e meio de campanha, ela pouco desfilou em meio a feiras, áreas comerciais, centros urbanos. Tem se limitado a eventos fechados, muitas vezes restritos aos militantes ou àqueles levados por eles. Suas últimas atividades têm sido visitas a escolas e áreas isoladas, como as usinas hidrelétricas em construção na Região Norte. Entre os petistas, espera-se que, a partir de agora, seja deferente. Senão, ficará a impressão de que os estrategistas de Dilma estão com medo de vaias.

Cobrou;

Não andam boas as relações entre o governador do Ceará, Cid Gomes, e o presidente do PT, Rui Falcão. Cid exigiu do petista a presença de Dilma e do ex-presidente Lula no estado para ajudar a alavancar o nome de Camilo Santana, candidato ao governo estadual. A conversa quase virou uma discussão com frases incisivas por parte do governador.

;E não levou

Rui Falcão deixou claro a Cid que Dilma não fará campanha para Camilo Santana no Ceará. Quanto a Lula, ele que pedisse diretamente ao ex-presidente. Hoje, os petistas não querem saber de briga com Eunício Oliveira, o senador líder do PMDB e das pesquisas de intenção de voto.

Muita calma nessa hora I

Os socialistas lembravam ontem que o deputado Beto Albuquerque, indicado para vice de Marina Silva, terá que, a partir de hoje, exercitar algo que seu sangue gaúcho não tem de sobra: paciência para suportar divergências calado. O pavio curto era a única crítica que Eduardo Campos fazia ao seu amigo em conversas reservadas.

Muita calma nessa hora II

Os partidos estão pisando em ovos sobre como tratar Marina Silva neste momento. Se bater demais, podem transformá-la em vítima. Se bater de menos, ela pode crescer. A ordem é esperar o luto por Eduardo Campos decantar.

Limpou geral

A aprovação do pedido de cassação de André Vargas no Conselho de Ética por unanimidade vai virar bandeira de campanha dos atuais deputados nos estados. Nos programas eleitorais de rádio, tem sido comum muitos deles usarem a expressão ;ficha limpa;.


CURTIDAS

Motivos da demora/ A infindável reunião do PSB ontem tinha um motivo nobre. Todos os socialistas queriam falar para homenagear o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.


Quem diria;/ Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes (foto), do antigo PFL, jamais imaginaram estar hoje como integrantes de uma campanha presidencial de Marina Silva. São as voltas que o mundo dá.

Frieza geral/ Os políticos que passaram por Brasília estão espantados com a apatia do eleitor em relação às campanhas políticas. Quem colocou muito material na rua até agora já se arrependeu porque a sensação é de que foi dinheiro jogado fora.

Emoção total/ Os socialistas ainda estão tocados com a multidão que acompanhou o enterro de Eduardo Campos no Recife. Afinal, ele era um político, classe que está em baixa no julgamento popular nos dias de hoje em que os protestos volta e meia tomam as ruas.

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