A família se orgulha

A família se orgulha

postado em 21/08/2014 00:00


Jim, como era chamado James Foley por amigos e familiares, foi capturado quando exercia a ;verdadeira paixão; ; o jornalismo. Após quase dois anos à espera do filho, Diane Foley fez no Facebook um desabafo breve e comovido: disse que o filho deu a vida para mostrar a realidade da Síria. ;Jamais estivemos mais orgulhosos de nosso Jim;, escreveu. Em frente da casa onde a família vive, em Rochester (New Hampshire), o pai destacou que o repórter foi ;valente até o fim;. ;Era a paixão dele. Ele não era louco. Era motivado pelo que acreditava que era o seu dever;, acrescentou John Foley sobre a dedicação do filho ao jornalismo.

Sofrendo com a notícia do assassinato brutal, que foi divulgado pela internet, Diane pediu para que os sequestradores poupassem a vida de outros reféns. ;Assim como Jim, eles são inocentes. Eles não têm poder sobre as políticas do governo americano no Iraque, na Síria e em outros lugares do mundo;, ressaltou ela.

James Foley passou a maior parte da vida trabalhando como professor em prisões americanas, onde ensinou detentos a ler e escrever. Aos 35 anos, inscreveu-se em uma faculdade de jornalismo e, desde então, cobriu conflitos no Afeganistão e na Líbia, onde foi preso por seis semanas, em 2011. Para amigos e colegas de profissão, Jim era um companheiro solícito e dedicado, que ajudou muitos repórteres com a experiência que acumulou no front de guerra.

No Twitter, colegas de profissão iniciaram uma campanha pedindo para que os internautas não assistam ao vídeo do assassinato. O CEO da rede social, Dick Costolo, informou que a empresa está tentando identificar as contas envolvidas na divulgação das imagens, para suspendê-las. O YouTube retirou o vídeo original de circulação, mas as imagens da execução já haviam sido reproduzidas em outros sites e circulam nas contas de jihadistas e simpatizantes. Representantes da empresa informaram que os vídeos são bloqueados apenas quando solicitado por internautas, ou quando violam regras da comunidade.

Plataformas como YouTube e Twitter são cada vez mais usadas por extremistas para alcançar audiência no Ocidente, onde recrutam jovens para a jihad no Oriente Médio. As contas dos jihadistas são frequentemente bloqueadas pelas empresas, mas são rapidamente recriadas, sob nomes diferentes.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação