França detém voluntárias

França detém voluntárias

postado em 21/08/2014 00:00
 (foto: Jean-Francois Monier/AFP)
(foto: Jean-Francois Monier/AFP)


A Justiça da França prorrogou ontem, excepcionalmente, a detenção provisória de duas adolescentes suspeitas de ligação com uma rede que recruta candidatos a engrossar as fileiras dos jihadistas na Síria e no Iraque. As jovens, com idade entre 15 e 17 anos, foram detidas em Tarbes e Lyon, no sul do país, no âmbito de uma investigação preliminar aberta pelo Ministério Público, em Paris. A pista inicial era a possível viagem para a região, em junho, de uma garota de 14 anos, moradora de Argenteuil, nos arredores da capital. A identidade das meninas não foi revelada, nem a data em que foram colocadas sob custódia, mas o limite legal para a detenção de menores de idade seria de 48 horas.

Segundo uma fonte próxima à investigação, citada pela agência de notícias France-Presse, 900 pessoas estariam envolvidas na rede que recruta jihadistas. Esse número inclui os que já partiram para a zona de conflito, os que estão a caminho e aqueles que, segundo os serviços de inteligência, planejam fazê-lo. A França examina atualmente um projeto de lei destinado a fortalecer o arsenal de medidas antiterroristas. Entre outras coisas, a proposta prevê a proibição, para pessoas suspeitas de querer se somar a grupos como o Estado Islâmico (EI), de deixar o território francês.

As autoridades francesas se inquietam pelo fenômeno representado por essas viagens à Síria e ao Iraque. Além dos riscos relacionados diretamente ao conflito, especialistas em contraterrorismo vêm alertando sobre os desafios representados, no futuro, pelo retorno dos voluntários ao país de origem. Problemas semelhantes já foram vividos na Europa com jihadistas que retornaram do Afeganistão.



Yazidis em campanha



Refugiados que pertencem à comunidade religiosa yazidi, um dos alvos da ofensiva do Estado Islâmico no norte do Iraque, foram ontem às ruas de Angers, no oeste da França, pedir solidariedade e apoio do governo francês para impedir o massacre de milhares de integrantes da minoria, encurralados pelos extremistas em regiões montanhosas na fronteira com a Síria. Imigrantes curdos se uniram à manifestação, reproduzindo uma aliança selada no front iraquiano, com o governo autônomo do Curdistão acolhendo os refugiados yazidis expulsos pelos jihadistas das cidades onde viviam.



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