Dupla de três

Dupla de três

Com terceira roda, o modelo da marca japonesa tem maior poder de frenagem, sem perder a agilidade, as comodidades e os mimos urbanos, como porta-objetos e câmbio automático

postado em 21/08/2014 00:00
 (foto: Fotos: Yamaha/Divulgação)
(foto: Fotos: Yamaha/Divulgação)

Apresentado ainda como conceito em novembro do ano passado, durante o Salão de Milão, o scooter de três rodas da Yamaha virou realidade e chega ao mercado agora. Batizado de Tricity e produzido inicialmente na Tailândia, o novo modelo também vai ganhar o mundo. Depois da Ásia, será comercializado na Europa (com preço estimado em 4 mil euros) e, em seguida, nos demais mercados. O Brasil está na lista, embora ainda sem data marcada. Ele é equipado com motor do tipo quatro tempos de 124,8cm; de cilindrada e refrigeração líquida, que fornece 11cv de potência (a 9.000rpm) e 1,1kgfm de torque (a 5.500rpm).

Mas a estrela não é o motor, e sim o número de rodas. Em vez das duas de praxe dos scooters tradicionais, o Tricity tem três rodas: uma dupla na dianteira e uma solitária na traseira. A solução não é nova e já é adotada com sucesso em modelos como o MP3, da gigante Piaggio, produzido desde 2006 na Europa.

Porém, é o primeiro modelo de uma das grandes marcas mundiais japonesas, sinalizando uma tendência que vai se consolidando. Para não perder a mobilidade urbana, exatamente a grande arma dos scooters, as duas rodas dianteiras ficam bem próximas uma da outra e não ultrapassam a largura do guidão para não comprometer a agilidade.

As rodas dianteiras têm um sistema de suspensão independente em cada, com 90 milímetros de curso. Porém, um mecanismo constituído por hastes em paralelogramos interliga as duas rodas e possibilita a mesma inclinação na hora das curvas para não haver conflito e aumentar a estabilidade, com três pontos de apoio no chão permanentemente.

Equilíbrio
Dessa forma, a pilotagem é praticamente igual à de um scooter com duas rodas, com a substancial vantagem de não exigir o mesmo equilíbrio. A desvantagem é que o conjunto acrescenta mais peso e o Yamaha Tricity 125 acusa (já abastecida) 152 quilos na balança.

Para minimizar os efeitos de um sobrepeso, foram empregados materiais nobres e leves, como alumínio, por exemplo. Porém, outro efeito colateral aparece: o sobrepreço, já que componentes mais nobres são também mais caros.


Entretanto, na hora de brecar, as três rodas fazem diferença. Com mais um ponto de apoio em relação aos scooters tradicionais, a frenagem fica mais eficiente. O conjunto dianteiro tem dois discos de 220 milímetros de diâmetro, escondidos na parte interna das rodas. Na traseira há um disco ainda maior, de 230 milímetros de diâmetro. Com esses três pontos de apoio no chão, a frenagem fica cerca de 20% mais eficaz.

Travamento
Além do maior poder de frenagem, o scooter Tricity também conta com um sistema combinado de freios. Não é ABS, que impede o travamento, mas melhora a performance do conjunto. Quando o piloto pressiona o manete esquerdo, os freios das três rodas são acionados. Quando se aperta somente o manete direito, apenas as rodas dianteiras são freadas.

Ao acionar os dois manetes simultaneamente, a pressão de frenagem é distribuída automaticamente entre a dianteira e a traseira. Além disso, a distribuição de peso do próprio scooter é de 50% para a parte dianteira e de 50% para a traseira, contribuindo para uma pilotagem mais equilibrada.

O Tricity também conta com as mordomias dos scooters tradicionais, como partida elétrica, embreagem automática e câmbio do tipo contínuo (CVT). Já o porta-objetos, que fica embaixo do banco, comporta um capacete ou pequenas compras.

Para não comprometer o espaço, a roda traseira é bem pequena, com aro de 12 polegadas. As rodas dianteiras são um pouco maiores, com aros de 14 polegadas de diâmetro, mas vulneráveis às imperfeições do piso. Todas são feitas em liga leve.

O tanque de combustível comporta 6,6 litros e o painel é inteiramente digital, com uma tela de grandes dimensões, que, além das funções de praxe, tem marcador de temperatura ambiente.



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