Tom ameno na propaganda televisiva

Tom ameno na propaganda televisiva

ANA POMPEU
postado em 22/08/2014 00:00
 (foto: YouTube/Reprodução)
(foto: YouTube/Reprodução)

O segundo dia de propaganda eleitoral dos três principais presidenciáveis, veiculada ontem, foi marcada por poucas críticas e artilharia contida. Enquanto Dilma Rousseff (PT) enalteceu conquistas desde o governo Lula, Aécio Neves (PSDB) reforçou que a situação do país atualmente não está boa, mas prometeu reverter o cenário caso eleito. Já Marina Silva foi oficialmente apresentada ao eleitor como candidata do PSB no lugar de Eduardo Campos, morto na semana passada em acidente de avião.

No primeiro programa eleitoral de Marina como candidata à Presidência, a ex-senadora acriana dedicou o tempo à leitura de um discurso em lembrança ao colega. Nos poucos mais de dois minutos a que tem direito, ela abriu o pronunciamento em tom de despedida e de transição na campanha. ;O Brasil se despediu de Eduardo de forma inequívoca e emocionante, em uma clara demonstração de amor;, disse.

O que antes era considerado um dos maiores desafios do socialista, também foi objeto do discurso da nova cabeça da chapa. ;O brasileiro conheceu Eduardo e, conhecido, o admirou;, disse. A candidata chorou ao falar de momento em que assistiu às primeiras imagens do programa eleitoral, produzidas para a campanha de Eduardo como presidente. ;Quando vi o abraço que demos, aquilo me tocou profundamente;, lembrou-se. A partir daí, Marina assumiu a postura de nova candidata e reafirmou o slogan do antecessor: ;Não vamos desistir do Brasil;, frase que encerrou o programa.

Na sequência, Aécio abriu o programa tucano afirmando que o país ;está pior do que há quatro anos;, e cita problemas, como inflação, segurança e saúde. O candidato resumiu a questão ao governo atual: ;O problema não é e nunca foi o Brasil, mas a forma como o país vem sendo governado. O Brasil pode mudar o que vem dando errado;, disse. Uma biografia do candidato foi traçada desde a iniciação política, por meio do avô Tancredo Neves. Por fim, Aécio falou em ;inabalável fé em Deus; como um dos caminhos para governar o país durante uma espécie de entrevista pinga-fogo. Ele ainda disse que corrupção é ;inaceitável; e que terá ;tolerância zero; em relação à inflação.

Candidata à reeleição, a presidente Dilma preferiu lembrar seu antecessor. Lula foi citado várias vezes durante o programa. ;Com planejamento meticuloso, sempre enxergando o conjunto das coisas, Dilma fez avançar o grande trabalho de Lula. Concluiu, consolidou e ampliou obras em todo o Brasil;, dizia o narrador. A petista afirmou que não é fácil tocar todos os projetos porque o governo encontra ;ainda hoje obstáculos herdados daquele tempo em que o Brasil não se preocupava em planejar e executar;. O programa enumerou várias obras do governo, como o projeto de integração do Rio São Francisco, a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, além da extração de petróleo na camada pré-sal.

O ex-presidente Lula encerrou o programa atacando a imprensa, que ;esconde obras fundamentais;. Segundo ele, Dilma enfrentou ;uma das piores campanhas negativas de certa imprensa, que se transformou no principal partido de oposição;. Ele afirma ainda que os avanços de Dilma foram possíveis por ser um governo de continuidade.

50 minutos
Tempo de duração de cada programa eleitoral na tevê, veiculado em dois períodos do dia

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