Brasília-DF

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postado em 22/08/2014 00:00

Falha no primeiro teste
Em sua primeira grande missão depois da morte de Eduardo Campos, a candidata a presidente da República Marina Silva parece ter sucumbido. Ela não conseguiu ; e nesse ritmo nem conseguirá ; unir o PSB em torno de sua candidatura. Os socialistas, até aqui, vêm, em meio à dor, contornando tudo para abraçá-la. Aos trancos e barrancos, superaram as divisões internas e indicaram para a vice um de seus quadros mais ilustres hoje, o líder da bancada na Câmara, Beto Albuquerque ; um sinal de que não estão ao lado de Marina apenas para constar. Falta à Rede Sustentabilidade neste momento exercer a solidariedade e a paciência para entender a situação dos socialistas, em vez de tomar a campanha de afogadilho. Embora o tempo seja curto, há certos rituais que precisam ser cumpridos por quem é Marina e não Eduardo. Todo esse cerimonial foi deixado de lado.

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Ontem, antes mesmo do registro da chapa no Tribunal Superior Eleitoral, os marineiros já exigiam do comando do PSB material de campanha com a foto de Marina candidata e de Beto Albuquerque na vice. Esse foi mais um ritual não cumprido. Como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição. A ordem agora é tentar isolar o grupo que se afasta para evitar que se alastre aos integrantes do partido que têm voto.

Largada nebulosa
Políticos das mais diversas frentes estão de cabelo em pé com o fôlego que Marina Silva adquiriu depois da morte de Eduardo Campos. Todos os cálculos e estratégias estão em fase de rearranjo, em estudos sobre como enfrentá-la. ;Foi-se a previsibilidade;, comentava ontem um importante observador que, até 13 de agosto, apostava em um segundo turno entre Dilma Rousseff e Aécio Neves.

"Essa senhora não serve para comandar o país"
De Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha do PSB à Presidência da República, referindo-se a Marina Silva.

A hora da verdade
Alguns socialistas esperam para hoje o laudo sobre o acidente que matou o candidato Eduardo Campos e outras seis pessoas. O do desastre do helicóptero que matou Jordana Kfuri Cavendish (mulher do empresário Fernando Cavendish) e outras seis pessoas no litoral da Bahia, em junho de 2011, até hoje não é conhecido.

Até aqui, nada
Os candidatos a deputado federal estão atônitos. Até aqui, nada de recursos para financiar a campanha. Isso quer dizer que a guerra na reta final será do tipo ;salve-se quem puder;.


CURTIDAS

A briga foi feia/ ;A senhora não precisa me demitir. Eu já estava de saída.; Diante de uma Marina atônita e tentando se aproximar, ele vociferou: ;A senhora não me toque! A senhora não me conhece! A senhora acha que sabe tudo, mas não sabe nada! Essa coligação só não implodiu antes porque eu segurei muita coisa!”, disse Carlos Siqueira à candidata Marina Silva.

A mão de Renata/ Renata Campos, viúva de Eduardo, intercedeu para tentar estancar a crise no PSB. Foi ela quem conversou com o marqueteiro Diego Brandy e pediu a Marcos Loreto, que assessorou Eduardo por muitos anos, que ajudasse no diálogo de forma a contornar o problema. Loreto estava dentro do avião com destino a Brasília para conversar com Carlos Siqueira. Abortou a missão no último minuto porque Siqueira já havia embarcado para São Paulo.

Amaral, o materialista/ Outra convivência que, se brincar, ficará difícil é a do presidente do PSB, Roberto Amaral, com a candidata. Amaral é materialista. Entre amigos, sempre se refere à religião como uma das maiores invenções da humanidade para se conformar com as mazelas da vida.


Não sai/ Foram dias de pressão por parte do candidato a governador de Alagoas pelo PP, senador Benedito de Lyra, (PP-AL), para que o atual governador, Teotônio Vilela Filho (foto), do PSDB, retirasse a candidatura do radialista Júlio Cesar ao governo estadual e apoiasse os pepistas. Teo não topou.

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