IBGE indica retrocesso

IBGE indica retrocesso

postado em 22/08/2014 00:00
Embora tenha terminado em 12 de agosto, a greve dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que durou 79 dias, ainda continua prejudicando a divulgação dos dados produzidos pelo órgão. Ontem, a instituição deveria ter publicado a taxa de desemprego de julho no país, mas acabou liberando apenas informações das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Em todas elas, a desocupação caiu em relação a julho de 2013. Na comparação com julho, contudo, houve alta em três localidades e queda apenas em São Paulo.

Os resultados de Salvador e Porto Alegre não ficaram prontos a tempo de serem incluídos na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que compreende seis áreas metropolitanas e não sai na forma completa desde maio. O IBGE promete regularizar a série estatística em 25 de setembro, 10 dias antes das eleições presidenciais, quando sairão também os dados de agosto.

De acordo com as informações divulgadas ontem, o desemprego subiu em relação a junho em três das quatro regiões: Rio de Janeiro (de 3,2% para 3,6%) Belo Horizonte (de 3,9% para 4,1%) e Recife (de 6,2% para 6,6%). Em São Paulo, ao contrário, a taxa caiu de 5,1% para 4,9%. Para o IBGE, as variações indicam um mercado estável. Nas capitais paulista, fluminense e mineira, a taxa é a menor desde o início da série histórica da PME, em março de 2002.
Já na comparação com julho de 2013, houve redução em todas as localidades pesquisadas. Naquele mês, o desemprego atingia 7,6% no Recife, 5,8% em São Paulo, 4,7% no Rio de Janeiro e 4,3% em Belo Horizonte. A queda é atribuída não exatamente ao aumento na oferta de vagas, mas à redução do número de candidatos a um posto de trabalho.

;Em todas as regiões, percebemos estabilidade em julho na comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, em São Paulo e no Rio de Janeiro houve queda na taxa de desemprego, mas isso ocorreu porque menos pessoas estão procurando trabalho, e a pressão sobre o mercado é menor;, disse a pesquisadora da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE Adriana Beringuy.

Baixa procura
Em abril, último dado da PME, a taxa nacional de desemprego ficou em 4,9%, o menor patamar histórico para o mês. O índice também foi favorecido pela baixa procura dos trabalhadores por uma colocação. Pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, que tem abrangência maior do que a PME e divulgação trimestral, a taxa média de desemprego estava em 7,1% entre janeiro e março passados.

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