Computador: isenção prorrogada

Computador: isenção prorrogada

postado em 22/08/2014 00:00
 (foto: Patrick Hertzog/AFP - 15/9/12)
(foto: Patrick Hertzog/AFP - 15/9/12)


O governo prorrogou, por quatro anos, a isenção de PIS e Cofins na venda a varejo de computadores e notebooks, incluindo tablets, modems, smartphones e roteadores digitais, que terminariam em 31 de dezembro próximo. De acordo com o Ministério da Fazenda, o governo deixará de arrecadar com a medida R$ 5 bilhões neste ano e R$ 7,5 bilhões no próximo. No entanto, a pasta alega que a renúncia fiscal é mais do que compensada pelo aumento da produção, das vendas e do emprego no setor.

Como exemplo, o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, disse que a arrecadação federal do setor de informática saltou de R$ 1,9 bilhão em 2010 para R$ 2,8 bilhões em 2013. O valor, destacou Oliveira, é maior que os R$ 2,5 bilhões que o governo deixou de arrecadar com a desoneração no ano passado.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, vê com bons olhos a iniciativa. ;Esperamos que essa medida ajude a melhorar o ritmo das vendas do setor;, disse. Segundo Barbato, os benefícios da Lei de Informática, de 2005, juntamente com os da desoneração da folha de pagamentos para o setor eletroeletrônico, implicaram uma redução média de 30% nos preços de computadores, tablets e celulares.

Mesmo com as medidas para impulsionar o consumo, os números deste ano não são nada positivos. De acordo com Barbato, houve queda de 11% nas vendas do setor e o faturamento real caiu 4% no primeiro semestre. ;Estávamos prevendo crescimento de 5% a 6% na receita deste ano, mas agora, nossas estimativas são de queda real de 4%;, afirmou, ao explicar que o setor está acoplado ao Produto Interno Bruto (PIB). Os empregos no segmento eletroeletrônico também encolheram. De abril a julho, o total de trabalhadores caiu de 180,1 mil para 117,4 mil.


; Leilão do 4G será
em 30 de setembro


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou ontem o edital do leilão da telefonia móvel de quarta geração (4G), que permitirá a expansão do serviço. O leilão está marcado para 30 de setembro e pretende arrecadar, no mínimo, R$ 7,7 bilhões. Enquanto a tecnologia 3G alcança até 21 Mbps (megabits por segundo), a de 4G pode chegar a 100 Mbps. Para ampliar a oferta, o governo vai ainda vender lotes da frequência de 700 MHz para empresas.



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