ARI CUNHA

ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 22/08/2014 00:00
Apagão nas tarifas já!

Produzida por meio de matriz renovável, disponível gratuitamente na natureza, os custos de geração, transmissão e distribuição representam 60% dos preços da energia elétrica. Para a indústria no Brasil, o custo da energia é 21% superior ao da maioria dos países industrializados, sendo 161% mais alto que os praticados nos Estados Unidos. Os tributos federais e estaduais (PIS,Cofins e ICMS) representam outros 27%. Alta carga tributária sobre a produção desses insumos, má gestão, representada pelo esvaziamento do pessoal técnico de carreira, aparelhamento com pessoas ligadas aos partidos políticos majoritários, falta de planejamento estratégico, perdas técnicas e rombos bilionários no caixa das distribuidoras explicam, em parte, os altos preços pagos pela sociedade pela energia elétrica. Dados captados pelo professor doutor e ex-deputado Hélio Duque mostram a evolução da carga tributária. O exemplo trazido revela que, nos Estados Unidos, o custo do megawatt (MWH) hora foi de US$ 64 em 2008, enquanto no Brasil foi de US$ 138. Na última década, as indústrias brasileiras tiveram que arcar com um crescimento de 247% nas taxas. Nas residências, o aumento foi de aproximadamente 114%. Outro fator que concorre, sem dúvida, para os altos preços cobrados, acima da inflação, é representado pela inoperância dos órgãos de defesa e proteção do consumidor e pela Justiça, que parece fechar os olhos para esse abuso tarifário.

A frase que não foi pronunciada
;Durmo com sono, acordo com sono e fico acordado com sono. Só se ficar em coma para descansar de verdade.;
Diário pensado pelos trabalhadores da madrugada.

Percussão
; Na segunda-feira e na quarta à tarde, o professor Leo Barbosa promove a aula na Batucada Organizada. Os interessados podem se comunicar pelo e-mail leobarbosa@terra.com.br. Carlinhos Veiga, que está em todas na cidade, ficou cercado de amigos no estúdio, enquanto dava entrevista para o Meia Hora.

Mais arte
; Alba Lírio convida para a palestra da fundadora da Companhia Todavia Teatro, Paula Giusti, e do músico e compositor Carlos Bernard. Eles integraram o Théatre de Soleil. Paula trouxe o espetacular Naufragés Du Fol Espoir e Carlos o espetáculo sobre marionetes Tambours sur la Digue. Uma pena que não será em Brasília. Será na Lapa, RJ. Secretaria de Cultura do DF, onde estás?

Outra coisa
; Se pudessem ver a área no avião reservada para o descanso dos funcionários da Qatar, saberiam quantos anos vamos levar para alcançar a evolução de nossas aeronaves.

De volta
; Tendo interesse por brinquedos antigos, procure no Facebook Alline Lli. É uma lojinha simples de São Paulo, que tem as coisas mais ;passado; do mundo. Topo Gigio, Guigui, fofoletes e outras quinquilharias que nos levam a outras idades.

Bela herança
; Mais uma geração florescendo na cidade. Da amiga Sylvia Orthof, Brasília foi brindada com Gê Orthof, que agora vibra com a formatura de Olívia Orthof.

Costumes candangos
; Diversão entre amigos é trocar fotos dos maravilhosos pelo ZapZap. Como os ipês amarelos que se mostram em todo o DF nesta época. Cada foto postada vem com a legenda de que é imbatível. Ainda tímidos, os sabiás recomeçam o canto até a presença estridente das cigarras, que trarão as chuvas.

STF
; A parte mais intrigante no momento de crise na vida de Roger Abdelmassih foi ter obtido a chance de responder ao processo em liberdade. Mesmo que, depois de dois anos, ele fosse sentenciado a 278 anos de prisão.

Ontem
; Lançamento da segunda edição do livro de Moema Craveiro Campos escolhido para ser na biblioteca mais agradável da cidade. Biblioteca Infantil, 104/304 Sul. Muita sanfona e piano para mostrar ritmos da nossa terra.

Nobreza
; Chico Sant;Anna sugere mudar os ares do Caje. Transformar aquele lugar em uma área de cultura na Asa Norte. A arte muda tudo. A ideia é excelente. Mesmo porque um centro de artes pode dar um futuro brilhante a muitos jovens.

História de Brasília
Já que houve uma recomendação para que os ônibus oficiais não usassem buzinas a ar, aqui está uma exceção: os ônibus do Ministério da Fazenda. (Publicado em 25/7/1961)

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