Governador retira a Guarda Nacional

Governador retira a Guarda Nacional

postado em 22/08/2014 00:00
O governador do estado americano de Missouri, Jay Nixon, ordenou ontem a retirada da Guarda Nacional de Ferguson, subúrbio de St. Louis, abalado por quase duas semanas de distúrbios raciais. A onda de protestos começou no último dia 9, quando o adolescente negro Michael Brown, 18 anos, foi baleado e morto por um policial branco. De acordo com Nixon, após a detenção de apenas seis pessoas na noite de quarta-feira, ;a situação melhorou em Ferguson;, cuja população é de maioria negra. Enviado ao local pelo presidente Barack Obama, o secretário de Justiça, Eric Holder, encontrou-se com os pais de Brown, e renovou a promessa de uma uma investigação ;justa e independente;.

Antes do encontro, a mãe do jovem, Lesley McSpadden, foi ver o corpo de Michael pela primeira vez. Segundo o jornal The Washington Post, as tensões começaram a arrefecer depois de um parente do policial Darren Wilson, que atirou no adolescente, ter revelado mais detalhes sobre o incidente. Antes de disparar, Wilson teria sofrido fratura na cavidade ocular, durante uma suposta briga com o jovem. O comando da polícia de Ferguson alega que a vítima teria tentado tomar a arma do agente.

A tensão na capital do Missouri ameaçava aumentar com a morte de um segundo jovem negro baleado por um policial branco, na terça-feira, a menos de 4km do local onde Brown foi morto. A polícia de St. Louis divulgou na noite de quarta-feira o vídeo gravado no celular de uma testemunha do incidente. As imagens mostram Kajieme Powell, 25 anos, caindo no chão após ter sido alvejado nove vezes. De acordo com a versão dos agentes, Kajieme não estava com as mãos levantadas e portava uma faca quando foi abordado. No começo da gravação, ele é visto andando pela calçada, após ter supostamente assaltado uma loja, cujo proprietário acionou a polícia.

Europa
O secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjoern Jagland, criticou a atuação policial durante as manifestações em Ferguson. De acordo com ele, os EUA ; que são observadores no Conselho da Europa, entidade de proteção às liberdades fundamentais ; ;aceitaram defender os princípios e os valores da organização;. Por meio de um comunicado oficial, Jagland afirmou estar ;especialmente preocupado com o uso excessivo da força atribuído à polícia e com a prisão de manifestantes pacíficos, entre os quais jornalistas;.



"Estou especialmente preocupado com o uso excessivo da força atribuído à polícia e com a prisão de manifestantes pacíficos;
Thorbjoern Jagland, secretário-geral do Conselho da Europa




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