Mapeamento afetivo

Mapeamento afetivo

O fotógrafo Ricardo Theodoro apresenta exposição sobre o reencontro com Brasília

postado em 22/08/2014 00:00
 (foto: Ricardo Theodoro/Divulgação)
(foto: Ricardo Theodoro/Divulgação)

Formado em arquitetura, o fotógrafo Ricardo Theodoro precisou de um tempo para se reconciliar com Brasília quando retornou à cidade depois de alguns anos morando em São Paulo. Em busca da memória afetiva e visual da cidade, o artista conseguiu se reconciliar com o modo de vida brasiliense. ;Quando voltei de São Paulo, senti dificuldade de me reaproximar da cidade com o meu trabalho. Brasília passou por uma transformação muito grande, com a elitização das superquadras e do comércio das entrequadras;, repara.

Então, começou a pensar no passado brasiliense, seguiu pelos álbuns de família, pelos registros cotidianos das superquadras e especulou sobre a construção do imaginário da cidade. Com imagens antigas, Theodoro passou a experimentar objetos e construir instalações que subsidiaram uma tese de mestrado. É o resultado dessa pesquisa que ele apresenta em Permanência, exposição em cartaz a partir de hoje na Galeria Ponto.

Pelo espaço está o resultado de um trabalho de dois anos no qual o artista experimenta diferentes mecanismos para se relacionar com a cidade. A investigação de Theodoro mergulha na importância dos espaços físicos para a construção da subjetividade de cada pessoa a partir de um ponto de vista pessoal, mas também universal. (N.M)


SERVIÇO

Permanência
Exposição de Ricardo Theodoro. Curadoria: Matias Monteiro. Abertura hoje, às 19h, na Galeria Ponto (716 Norte, Bloco L, Casa 39). Visitação até 31 de agosto, de terça a sexta, das 9h às 19h30; e sábado e domingo, das 15h às 19h.



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