UFC BRASÍLIA: MODO DE PREPARO

UFC BRASÍLIA: MODO DE PREPARO

Capital federal receberá uma tonelada de equipamentos para o evento em 13 de setembro, no Ginásio Nilson Nelson. Lutas devem injetar R$ 6 milhões na economia local e gerar 1,1 mil empregos

Lorrane Melo
postado em 03/09/2014 00:00
 (foto: Divulgação /Marcelo Auge)
(foto: Divulgação /Marcelo Auge)

O maior evento de artes marciais mistas do mundo passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Jaraguá (SC) e Natal antes de, finalmente, desembarcar no Distrito Federal. Em 13 de setembro, o UFC Fight Night 51 chega ao Ginásio Nilson Nelson trazendo os 241 quilos da revanche entre os pesos-pesados Júnior Pezão e Andrei Arlovski, um brasileiro e um bielorrusso.

Os lutadores não estão sozinhos. A capital vai receber, ainda, uma tonelada extra de equipamentos para a montagem do espetáculo que promete movimentar não só a paixão dos amantes das lutas, mas também R$ 6 milhões na economia brasiliense durante a semana do evento, segundo o diretor de operações do UFC no Brasil, Philippe Menezes.

O melhor é que uma parte desse dinheiro pode retornar para o bolso do fã de MMA: toda a estrutura, que demora em média uma semana para deixar o ginásio com a cara do evento visto pela tevê, é armazenada em São Paulo, e precisa de muita gente para montá-la. Dos 1.100 trabalhadores que devem se envolver no evento, cerca de 75% serão contratados em Brasília. São mais de 800 empregos diretos para a capital.

A equipe do UFC no Brasil tem 22 pessoas e coordena a montagem do evento em parceria com a matriz, norte-americana. ;Para o ground support, que é toda aquela estrutura que suporta som e luz, temos, por exemplo, uma equipe dos fabricantes que acompanha a montagem;, explica Philippe Menezes.

Não há um banco de currículos, pois essas pessoas vão conseguir o trabalho por meio de empresas terceirizadas, acostumadas a prestar serviços para eventos desse tipo. Quem for contratado pode ter a chance de assistir às lutas sem ter de desembolsar o valor do ingresso, que chega a R$ 1 mil. E até, quem sabe, chegar pertinho de um dos lutadores. ;Mas só depois da luta, porque antes, na hora que estão perdendo peso e concentrados, eles são bem fechados;, conta a ring girl Camila Oliveira. Estudante de biomedicina, a moça de 23 anos foi a primeira brasileira escolhida para vestir o top da organização e ser contratada para o que chama de ;emprego dos sonhos;.

Antes de chegarem a Brasília, os executivos do UFC fizeram três visitas à cidade para fecharem o acordo. Aqui, dizem ter constatado um grande desejo brasiliense em assistir de perto a um evento da franquia. Vontade que espantou até Camila ; a moça jura nunca ter dado tanto autógrafo quanto na capital. ;Quando viemos aqui divulgar a luta de Goiânia, apareceram uma 300 pessoas;, lembra.

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