CPI avalia pedido de reunião emergencial

CPI avalia pedido de reunião emergencial

postado em 08/09/2014 00:00

Depois de tentar duas vezes entrar em contato com o presidente da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), tentará hoje, novamente, marcar uma reunião de emergência da CPMI para avaliar o que a oposição já chama de mensalão 2. ;Os assuntos relatados nesse fim de semana são muito graves para que não investiguemos;, disse Bueno.

Caso não consiga avançar na delação feita por Paulo Roberto Costa, Bueno pretende cobrar explicações de outro ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, que vai depor à CPMI na próxima quarta-feira. O líder do PPS quer explicações sobre a aquisição de um apartamento utilizado por Cerveró, no valor de R$ 7,5 milhões, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O deputado paranaense pretende apresentar requerimentos à CPMI da Petrobras pedindo a convocação dos envolvidos na compra como a esposa do ex-diretor, Patrícia Cerveró, do advogado Marcelo Oliveira Mello e de Selson Ferreira, acusado de ser laranja no negócio.

;Não podemos deixar nada disso passar em branco. A aquisição desse apartamento é muito suspeita, principalmente por ter sido realizada quando Cerveró estava à frente das negociações de Pasadena. Uma operação que envolveu dinheiro público e causou um prejuízo bilionário para a sociedade brasileira. Vamos pedir a convocação dessas pessoas para que possam explicar em detalhes essa compra;, disse.

Segundo matéria publicada nesse fim de semana pela revista Veja, o apartamento teria sido comprado no mesmo período em que Cerveró negociava a polêmica aquisição pela Petrobras da refinaria de Pasadena, nos EUA. A transação imobiliária teria envolvido a abertura de uma empresa offshore no Uruguai, o uso de um laranja para representa-lo no Brasil e a criação de uma sede fantasma em uma cidade litorânea do Rio de Janeiro. (PTL)


Detidos no Rio
Pelo menos três pessoas foram detidas durante protestos depois do desfile cívico de Sete de Setembro no Rio de Janeiro, por volta das 12h30 de ontem. Agentes da Polícia Militar dispersaram um grupo de cerca de 30 pessoas que participava do ;Grito dos Excluídos;, movimento formado por organizações sociais e sindicais. A manifestação chegou a reunir cerca de 200 pessoas. Eles se concentraram na Rua Uruguaiana e seguiram até a Central do Brasil. O desfile ocorreu na Avenida Presidente Vargas. Um dos manifestantes foi detido após queimar a bandeira do Brasil e outro foi levado para a delegacia por desacato. A polícia atacou os manifestantes com golpes de cassetetes e spray de pimenta.

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